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Frase de Diogo Barbosa

Autismo A nossa existência é uma charada. Temos que parar de tentar adaptar os indivíduos onde eles não se enquadram. A responsabilidade deste mundo, não é um mundo de responsabilidades. O autismo é, exclusivamente, um termo. Não tem tratamento, se alcança; é um alcance onde não há dois iguais. Se esses singulares, assim como os pássaros, são "anormais" em seus vôos, todos, no entanto, são iguais no seu direito de voar. E do flanco do além, mirando intimamente, jamais poderemos perceber; do flanco íntimo, mirando para o além, nunca os obteremos. Porque, por mais distante que andem sem auxílio, arduamente será esse suplemento para tê-los próximos. A competência é o domínio. Adote responsabilidades periódicas para instruir indivíduos superexaltando a causa. Não carecemos de padroeiros, carecemos de orientadores. Indivíduos assim não nos enganam, não conjecturam, não elaboram grupos. Utilize parte do seu tempo para educar alguém sobre o assunto.

Diogo Barbosa

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Pensador.com

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Outras frases de Diogo Barbosa

Hipoteticamente, era um dia muito quente de verão. Havia uma mosca que insistia em zumbir por todo o meu quarto. Já havia tentado abatê-la com uma camisa, com spray, e nada funcionou. Em desespero, tentei usar a razão: "O quarto é grande", digo à mosca. "Há tantos outros lugares…
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Hipoteticamente, era um dia muito quente de verão. Havia uma mosca que insistia em zumbir por todo o meu quarto. Já havia tentado abatê-la com uma camisa, com spray, e nada funcionou. Em desespero, tentei usar a razão: "O quarto é grande", digo à mosca. "Há tantos outros lugares que você pode estar. Não há nenhum motivo para você ficar zumbido em meu ouvido." - "É mesmo?", retruca a mosca. "Quantos lugares há?" Em um universo clássico, a resposta é: "Um número infinito de lugares." Eu então, digo a mosca (ou, mais precisamente, a seu centro de gravidade) que ela pode mover-se três metros para a esquerda, ou, 2,5 metros para a direita, ou 2,236 metros para cima, ou 1,195829 metros para baixo, ou... Você já percebeu, não é? Como a posição da mosca pode variar continuamente, há um número infinito de lugares que ela possa estar. Na verdade enquanto explico essas coisas a ela, VOCÊ se dá conta de que não só a mosca conta com uma variedade infinitas de posições, mas também de velocidades. Em um momento, a mosca pode estar aqui, indo para a direita a um quilômetro por hora, ou pode estar indo para esquerda a meio quilômetro por hora, ou indo para cima a um quarto de quilômetro por hora, ou indo para baixo a 0,349283 quilômetro por hora, e assim por diante. Embora a velocidade da mosca esteja limitada por diversos fatores (inclusive a quantidade de energia que seu corpo possui, pois, quanto mais depressa voar, mais energia terá de despender), ela também pode variar continuamente e constituí, assim, outra fonte de variedade infinita. A mosca não está convencida. Ela responde: - Eu posso entender quando você me fala de movimentos de um centímetro, ou meio centímetro, ou um quarto de centímetro, mas quando você fala de lugares que diferem um do outro por um décimo milésimo, ou um centésimo milésimo de centímetro, isso não faz nenhum sentido para mim. Para um cientista, esses lugares podem ser diferente uns dos outros, mas é contrária à minha experiência dizer que aqui é um bilionésimo de centímetro para a esquerda daqui são dois lugares diferentes. Não tenho sensibilidade para uma alteração tão pequena de local e, portanto, não posso contar isso como dois lugares diferentes. E com a velocidade é a mesma coisa: Posso perceber a diferença entre voar a um quilômetro por hora, ou a meio quilômetro por hora; mas entre 0,25 quilômetro por hora e 0,2499999999 quilômetro por hora? Faça-me o favor! Só uma mosca sábia poderia dizer que reconhece a diferença. Ou seja: nenhuma mosca pode dizer isso. Para mim, essas velocidades são iguais. A variedade é muito menor do que o que você diz. Mosca, você acaba de me dizer algo muito importante. Obrigado.

Estar satisfeito: esse é o modelo geral de ser e viver cujos promotores e apoiadores não apreciam o fato de gerar descontentamento. Pois a busca pela satisfação e o fato de estar satisfeito pressupõem a fragmentação do 'ser' em atividades, intenções, necessidades, todas bem defin…
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Estar satisfeito: esse é o modelo geral de ser e viver cujos promotores e apoiadores não apreciam o fato de gerar descontentamento. Pois a busca pela satisfação e o fato de estar satisfeito pressupõem a fragmentação do 'ser' em atividades, intenções, necessidades, todas bem definidas, isoladas, separáveis e separadas do Todo. Isso é uma arte de viver? Um estilo? Não. É apenas o resultado e a aplicação ao cotidiano de uma técnica de gestão e um conhecimento positivo direcionado pela pesquisa de mercado. A economia prevalece mesmo em um domínio que parecia evitá-la: ela rege a experiência vivida.

A retirada do eu é passiva em relação a uma realidade social complexa que oscila entre insinuações e explícitas brutais, mas parece ser uma espécie de solução. É tão difícil avaliar quanto é entender. Não se pode dizer que a reprivatização não tenha sido ativamente escolhida. Ho…
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A retirada do eu é passiva em relação a uma realidade social complexa que oscila entre insinuações e explícitas brutais, mas parece ser uma espécie de solução. É tão difícil avaliar quanto é entender. Não se pode dizer que a reprivatização não tenha sido ativamente escolhida. Houve uma opção e uma geral (opções sociais, escolhas de grupo, propostas socialmente aceitas e adotadas para escolha). Também não se pode dizer que foi escolhido livremente. No entanto, a escolha é imposta e a solução é indicada ou contra-ordenada. Essa restrição opera dentro de uma margem de liberdade bastante estreita; o peso de fora e do "mundo" torna-se cada vez mais opressivo para uma intimidade que foi metamorfoseada em um fenômeno de massa. Isto é um estilo de vida, ou a vida é inequivocamente despojada de todo estilo? Embora tenhamos tendência para a segunda dessas hipóteses, ainda é muito cedo para chegar a uma decisão; escrutínio dessas hipóteses e este problema é parte da sociologia do tédio ...