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Frase de Rô Montano

⁠"Entre Ausências e Correntezas" Havia um silêncio dentro de mim — daqueles que gritam sem som. Fui barquinho… não por escolha, mas porque era leve demais para afundar, e pesada demais para voar. Deslizava pela vida num rio que parecia entender todas as minhas ausências. O rio me conhecia. Sabia das vezes em que sorri com os olhos cheios de despedida. Sabia das noites em que, mesmo sem tempestade, eu naufragava em mim. O barquinho que me levava não era feito de madeira; era feito de memórias, de poemas nunca ditos, de amores que só existiram do lado de dentro. Rangia baixinho, como quem chora sem querer incomodar. E, mesmo assim, teimava em seguir — cortando as águas da existência com coragem e ternura. O tempo passava… e o rio, ah, o rio… era meu espelho. Cada curva que ele fazia também se desenhava dentro do meu peito. Era como se ele lesse os meus silêncios. Era testemunha do que não escrevi, do que nem a mim mesma confessei. Sentia que ele sabia do amor que ainda me habita — mesmo desabitado. E, sem dizer uma palavra, ele me respondia: com folhas, com brisas, com reflexos de céu. Em certos trechos, o barquinho parecia dançar. Em outros, quase desistia. Mas o rio nunca me deixou. Conduziu-me como um velho amigo que não pede explicações. Apenas aceita. Acolhe. Acompanha. E hoje, se alguém perguntar por mim, direi que não me perdi: apenas me tornei parte da correnteza. Sou o barquinho. Sou o rio. Sou também a ausência. E, juntos, seguimos… Eu, o barquinho, o rio — como testemunha de tudo o que fui, de tudo o que ainda me resta ser.

Rô Montano

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Pensador.com

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Outras frases de Rô Montano

⁠"Refúgio na Eternidade" Há um barulho no mundo que não me deixa ouvir a minha própria alma. É tudo tão corrido, tão sem direção... Os homens passam por mim como vultos, perseguindo algo que não sabem nomear. Correm para onde? Fogem de quê? As torres brilham, mas brilham falsas.…
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⁠"Refúgio na Eternidade" Há um barulho no mundo que não me deixa ouvir a minha própria alma. É tudo tão corrido, tão sem direção... Os homens passam por mim como vultos, perseguindo algo que não sabem nomear. Correm para onde? Fogem de quê? As torres brilham, mas brilham falsas. São feitas de vidro, sim — e, por dentro, ocas. Há corações ali... ou apenas sombras? Eu me recuso. Recuso o barulho, a pressa, a vertigem de ter sem ser. Ergo meus olhos — mas não aos altares da modernidade. Não aos palcos, nem às telas que se alimentam de vaidades. Ergo meus olhos para o invisível. Para o que não muda. Para o que me chama quando o resto silencia. Ergo meus olhos para Deus. Nele, sim, há direção. Nele, sim, há casa. E então me pergunto: o que são os prazeres modernos, senão relâmpagos que não aquecem? De que vale o ouro, quando o peito geme em silêncio? Há vozes por toda parte; há mentiras emolduradas em telas. Mas minha alma — ah, minha alma — deseja chão. E encontra esse chão em Deus. Ele não muda. Mesmo quando tudo muda. Mesmo quando o chão treme. Mesmo quando a dor veste o rosto das manhãs. Ele é meu refúgio, meu lugar seguro, quando o mundo desaba em mim. Seu amor é um abraço invisível que me sustenta quando já não há mais nada. Sua voz... é como o vento leve nos dias quentes: não se vê, mas se sente. O mundo quer poder. Quer vaidade. Mas isso o torna cego por dentro. E os reis modernos, tão bem vestidos, caem sem fazer barulho — porque o vazio não pesa. Eu, ao contrário, descanso em Deus. É ali que respiro. É ali que existo sem me perder. Quando tudo falha — a ciência, a razão, os discursos tão bem ensaiados —, quando a alma geme por algo que não se compra, é em Deus que encontro a canção. A cura. O pão. E, principalmente, o silêncio que me devolve a mim mesma. Porque Ele é o lugar onde minha fé descansa... e floresce.

⁠O Refúgio da Minha Alma é Somente Deus Quando o ruído do mundo é tempestade, E a alma exausta busca algum abrigo,
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⁠O Refúgio da Minha Alma é Somente Deus Quando o ruído do mundo é tempestade, E a alma exausta busca algum abrigo, Não há poder, honra ou vaidade Que acalme o coração, senão o Amigo. As luzes deste século — vaidade! — Prometem paz, mas trazem só conflito. E o homem, em sua cega liberdade, Perde-se em si, sem Deus, pobre e aflito. Mas eu, cansado de buscar em vão, Achei nos Céus o amor que não se ausenta: Refúgio eterno em meio à confusão, Rocha de paz que toda dor enfrenta. Em Deus repousa o ser, livre e contente, Meu sol, meu norte, meu pastor presente.

⁠"Mãe" Ela não foi só corpo: foi alma,
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⁠"Mãe" Ela não foi só corpo: foi alma, foi prece, foi silêncio que entendia, abraço que curava. Ela partiu, mas ficou no café quente, no gesto distraído, no calor que vem do nada e me faz lembrar: mãe não morre, vira eternidade.

"A Eternidade Mora em Ti, Mãe" Mãe, em teus braços o tempo parece adormecer. É como se o mundo lá fora silenciasse, e tudo se resumisse ao bater do teu coração, ao sussurro manso da tua voz, que embala até a alma cansada. Em teus braços, a dor se dissolve como bruma ao sol da ma…
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"A Eternidade Mora em Ti, Mãe" Mãe, em teus braços o tempo parece adormecer. É como se o mundo lá fora silenciasse, e tudo se resumisse ao bater do teu coração, ao sussurro manso da tua voz, que embala até a alma cansada. Em teus braços, a dor se dissolve como bruma ao sol da manhã. Nada pesa, tudo encontra lugar: os medos, as culpas, os sonhos partidos. Teu colo é chão antigo, onde os passos da infância ainda ecoam. É abrigo que não cobra, é amor que não exige. É perdão que chega antes do erro, é presença mesmo na ausência, é eternidade guardada em gestos tão simples, que só o coração sabe entender. Em teus braços, mãe, volto a ser essência. Volto a ser o que fui antes da pressa, antes das dores do mundo. Em teus braços, sou inteiro — mesmo quando me sinto em pedaços. E, se um dia tua presença física me faltar, saberei, mesmo assim, que teus braços ainda me envolvem — invisíveis, mas reais. Eternos, como tudo o que é feito de amor.