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Frase de FurtadoBrunno

A bordo de um táxi, não tive inveja de um motorista; tive uma aula. Durante uma corrida, a esposa do motorista ligou e perguntou se ele já estava próximo de casa. Ele respondeu tranquilamente que faltavam, em média, 25 minutos para chegar e que concluiria aquela última corrida antes de ir para casa. Aquele senhor aparentava ter uns 50 e poucos anos. Eu, por outro lado, estava passando por uma dificuldade em um relacionamento que tinha apenas quatro meses. Ainda estava conhecendo uma pessoa e, devido a alguns acontecimentos, o pedido de namoro ainda estava sob análise. Os conflitos me causavam medo de prosseguir antes que tudo estivesse bem. No início, talvez ainda fosse muito cedo para tomar uma decisão sobre um namoro. Estávamos nos conhecendo. Depois, ela ficou desempregada, surgiram contas para pagar e problemas para resolver. Não havia um ambiente favorável para pensar em um relacionamento naquele momento. Então, concentrei-me em ajudar de todas as formas que estavam ao meu alcance, desde o apoio emocional até as questões financeiras. Ajudando, orientado, comprando material necessário superfaturado para estudar e passar nas provas de entrevistas e requisitos de contratação, até arranjar um novo emprego. Logo depois, vieram alguns desentendimentos e diferenças na maneira como cada um enxergava o mundo. E ali percebi que um relacionamento saudável exige renúncias de ambas as partes, disposição para compreender, ajustar e, muitas vezes, abrir mão de algumas vontades em favor da vida a dois. Pouco tempo depois, ela adoeceu. Eu a acompanhei e ajudei no que estava ao meu alcance, sem medir esforços. Tentava, tentava novamente, mas, ainda assim, parecia insuficiente. Em alguns momentos, eu chegava ao meu esforço máximo, ultrapassava os meus próprios limites e, mesmo assim, sentia que não era o bastante. Aquilo me deixou bastante pensativo. Talvez eu não seja a pessoa certa para a pessoa que está comigo. Talvez essa pessoa também não seja aquela que está alinhada com o que tenho projetado para a minha vida. Durante aquela corrida, observei algo no taxista: ele parecia ser um homem de fé. Enquanto dirigia, ouvia louvores e meditações bíblicas. E aquilo me fez refletir sobre o que significa, de fato, ser um homem de fé. Para mim, um homem de fé é aquele que sabe renunciar aos seus desejos carnais e às suas próprias vontades para viver em harmonia. É aquele que, mesmo diante das dificuldades, procura acertar, corrigir o que está desalinhado e fazer a sua parte para que as coisas funcionem. Naquele dia, eu entrei em um táxi pensando que estava apenas indo de um lugar para outro. Mas saí daquela corrida levando uma reflexão que talvez eu precisasse ouvir naquele momento. Não tive inveja daquele motorista. Tive uma aula.

FurtadoBrunno

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de FurtadoBrunno

“ Trabalhar com o que se gosta é uma missão difícil, mas não impossível. Gostar do que se faz, porém, é uma dádiva, uma bênção. Quem faz o que gosta é criança; o adulto faz o que precisa ser feito, não escolhe. A sobrevivência impõe a obrigação de fazer o que precisa ser feito, n…
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“ Trabalhar com o que se gosta é uma missão difícil, mas não impossível. Gostar do que se faz, porém, é uma dádiva, uma bênção. Quem faz o que gosta é criança; o adulto faz o que precisa ser feito, não escolhe. A sobrevivência impõe a obrigação de fazer o que precisa ser feito, não há escolhas.” (Furtado, Brunno) 03/08/2025)

O pré-concebido é o preconceito explicado. Nada mais é do que conceber uma ideia sem ter o real conhecimento dos fatos. Todos nós temos isso, mas, quando nos permitimos conhecer, esse preconcebido passa a ser apenas algo que ficou na concepção da primeira impressão, que não neces…
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O pré-concebido é o preconceito explicado. Nada mais é do que conceber uma ideia sem ter o real conhecimento dos fatos. Todos nós temos isso, mas, quando nos permitimos conhecer, esse preconcebido passa a ser apenas algo que ficou na concepção da primeira impressão, que não necessariamente corresponde à realidade dos fatos. É o que chamamos na filosofia de falso senso ou senso comum. Permitir-se conhecer a realidade é preocupar-se com a preservação da verdade.