Frase de Alexandre Frickmann sonhosdaalma
Foi bem aqui, no alto deste morro, que juntos plantamos a semente do nosso amor. Todos os dias subíamos para rega-la com baldes transbordando de carinho e paixão. Rapidamente, aquela pequena sementinha criou raízes de admiração e respeito. Quando seu tronco se tornou mais robusto, eternizamos nele nossas iniciais como uma tatuagem. Em pouco tempo, seus galhos e suas folhas nos deram sombras de felicidade, e estampado em cada uma de suas folhas, estavam as fotografias da nossa história. Suas frutas que brotavam diariamente tinham a forma de coração e o sabor do nosso prazer. Essa era a nossa árvore. A mais bela e frondosa de toda a região. Com o passar do tempo, já não subíamos todos os dias para cuidar dela. O morro se parecia mais com uma montanha íngreme de difícil escalada. Você se cansou de subir e nunca mais voltou. E eu por algum tempo, ainda continuei vindo, mas já não tinha forças para carregar os baldes de esperança necessários para mantê-la como antes. E assim, sem os nossos cuidados e atenção, o tempo se encarregou de dar um destino para ela. Seus frutos já não tinham forma e nem sabor. E suas folhas de tão secas viraram pó. Hoje não há mais vestígios dela e nem sinal de que um dia ela existiu. Mas foi bem aqui, no alto deste morro, que eu presenciei o nascimento e a morte da mais bela árvore de amor.
Alexandre Frickmann sonhosdaalma
No pensador.ai desde