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Frase de Juliano Lamounier Rossi

A Herança do Silêncio Nasci entre multidões, todavia jamais encontrei morada. As vozes entrelaçavam-se em incessante rumor, mas nenhuma aspirava ao peso das ideias. Celebravam efêmeros esplendores, como se o transitório bastasse à existência; enquanto a contemplação, a filosofia e a memória das civilizações definhavam na penumbra do esquecimento. Percorri incontáveis caminhos em busca de um destino compartilhado, sedento pelo mistério das origens, pela arquitetura do pensamento, pela grandeza que transcende o instante. Encontrei apenas superfícies. Sorrisos sem permanência. Palavras sem substância. Encontros destituídos de comunhão. Descobri, então, que a mais severa das solidões não floresce na ausência de companhia. Ela habita a convivência quando nenhum destino alcança a profundidade do outro. Minha morada converteu-se em refúgio. A cidade tornou-se território estranho. E até o vínculo consanguíneo passou a recordar um antigo monumento: permanece erguido, mas há muito deixou de ser habitado. À mesa, os corpos persistem; os afetos, contudo, dissipam-se na sucessão das horas indiferentes. Cada qual encerra-se na fortaleza invisível de si mesmo, onde nenhuma palavra atravessa os muros e nenhum silêncio encontra tradução. Compreendi, por fim, que o verdadeiro exílio não se mede em léguas, nem se escreve nos mapas. Ele principia quando o destino já não encontra outro destino capaz de partilhar a mesma reverência pelo conhecimento, pela beleza, pela reflexão e pelo infinito. Desde então, caminho. Não à procura de um lugar, pois os lugares pertencem ao mundo. Procuro um destino no qual o pensamento não seja estrangeiro. E enquanto ele não se revela, permaneço habitando a mais vasta das distâncias: aquela que separa dois destinos incapazes de reconhecer-se.

Juliano Lamounier Rossi

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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“Vivo no inferno da minha própria consciência. Houve um tempo em que habitar meus pensamentos era uma experiência prazerosa; hoje, porém, parece que dentro de mim se instaurou uma guerra. O que antes era refúgio tornou-se confronto, e aquilo que um dia me proporcionou paz passou a exigir de mim uma batalha diária contra meus próprios pensamentos.” Se curtiu o conteúdo e quiser apoiar via Pix: julianorossi787@gmail.com

A sexualização presente em parte da cultura brasileira, amplificada pela mídia e pela internet, revela a crescente mercantilização do corpo e da intimidade. Quando a sexualidade se transforma em instrumento de exposição, audiência e consumo, a cultura passa a reproduzir uma lógic…
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A sexualização presente em parte da cultura brasileira, amplificada pela mídia e pela internet, revela a crescente mercantilização do corpo e da intimidade. Quando a sexualidade se transforma em instrumento de exposição, audiência e consumo, a cultura passa a reproduzir uma lógica que se aproxima da prostituição: o corpo convertido em mercadoria e o desejo em valor econômico. Se curtiu o conteúdo e quiser apoiar via Pix: julianorossi787@gmail.com