Frase de Marcio Barros
Ele perdeu a voz No silencioso momento do adeus E ficou parado ... Na sombra, que as folhas da árvore deles faziam na única luz da rua Era muito sentimento e alguma neurose... Já havia se despido das certezas e das noites de insônia Estava nu consigo mesmo E acompanhado de pensamentos antigos Não via futuro ou esperança naquilo Mesmo sendo ela perfeita e sóbria Precisava etilicamente de algo menos ancorado Menos vívido e limpo ... Menos café da manhã ... Queria ele a fome do fim da tarde e o cansaço do tédio A sede da saliva ... E a luta consigo mesmo para não adormecer Não dançava desde que a doença proibiu as pessoas de se tocarem Mas lembrava das canções E da caixa de música de sua vó Que fazia a tarde ter sabor de açúcar e ilusão de futuro Pecaminosamente, Sorriu ... E enterrou em si mesmo Toda e qualquer esperança Não precisava mais dela Já tinha um caminho certo Não sorria mais ... Era agora ele era a sua companhia E seu destino
No pensador.ai desde