Frase de Sabrina Niehues
Sonhos que se sonham acordados Eu estava numa cama de hospital, morrendo de câncer. Praticamente o mundo inteiro já tinha vindo chorar pra mim dizendo que me amavam, que eu ia fazer muita falta e blá, blá, blá. Então, nos últimos dias, pedi que apenas deixassem entrar meus parentes mais próximos e umas 4 amigas. Ah, e pedi para que deixassem entrar, caso viesse (o que eu tinha praticamente certeza de que não viria), meu amado professor. E eu ficava ali. Já estava aceitando a morte, afinal, ela foi tudo o que um dia eu pedi à Deus. Agora estou recebendo meu presente. Eu ficava ali no quarto, ouvindo o choro dos meus amigos e familiares. Não era nada agradável. Sinceramente, eu não via a hora de morrer e sair deste inferno. Mas, um belo e lindo dia, por um milagre da vida, ele apareceu. Meu professor. Estávamos à sós na sala. Ele se aproximou, perguntando: - Como você está? - Eu poderia ser grosseira e óbvia. Mas prefiro dizer que estou melhor agora. Ele ficou um tanto sem jeito. Então fugi disso: - Desculpe. Só ando um pouco impaciente. - Imagino. - Não esperava você aqui. Ele deu o típico riso de canto, delirante, e disse: - Pois é. Só vim porque me disseram que você havia pedido que eu viesse. - Quem disse isso? É mentira, eu não disse à ninguém. Rindo, ele disse: - Tô brincando, ninguém me disse nada. Só imaginei que você iria gostar de me ver. - Ah, nada convencido, hein? - Um pouco. Olha o que eu trouxe pra você. Ele tirou das costas uma única flor. Era uma rosa vermelha. Junto dela, tinha um pequeno papel dobrado. Ele me entregou e eu li o papel. Dizia o seguinte: ‘Eu adorava ver você me olhando. Saiba que ainda adoro e irei adorar todos os dias. E saiba também que espero ansioso por poder vê-lo de novo. Com amor, Gabriel.’ Olhei para ele com lágrimas nos olhos. Vi nele a mesma coisa. Agora eu sabia que poderia morrer em paz.
No pensador.ai desde