Frase de Anderson Delfino
Amor Atrópico Por todos os papos e beijos que nunca trocamos, abraços e sorrisos que nunca demos, e pelas regras silenciosas do universo — dos amores ousados e das probabilidades que nos negaram: a gravidade há de nos unir, a entropia — por milagre ou acaso — há de nos poupar, e o tempo, esse mesmo tempo, contará. Mas não como se espera. Contará em ventos que sopram, em olhares que se repetem em outros rostos, em sonhos que parecem lembranças, e lembranças que não sei se vivi. Contará nas horas sem relógios, nas pausas entre as palavras, no instante antes do sono, quando o corpo cede e o pensamento te procura. Eu sei. Mas, indiferente ao que suspire o tempo, o fato não muda: há um fio invisível e inquebrável entre nós, uma força silenciosa que não mede, não cansa, e sempre — sempre — nos atravessará. Anderson Delfino @d
No pensador.ai desde