Frase de António Prates
A noite escuta o mote afeiçoado ao Céu que sobressai do varandim: um cante com um mote apaixonado, no amor do Anastácio Joaquim. A bela cede ao cante, à bela prosa, ouvindo os provençais no trovador; um mago, um dom Juan, um Rubirosa, que inflama os altos versos do amor. Apruma a sua voz pela planície, num modo açucarado e tão sucinto, e enquanto diz da vida o que não disse, traduz a inspiração de um Borba tinto. O tom em dó maior - forte e conciso - aflora a rouquidão que não lhe acode, e diz: amor... amor…, nesse improviso, por entre as largas pontas do bigode. A bela afaga o nardo, emocionada, com a voz que se evapora no relento, e entre uma janela escancarada, recolhe aos cobertores do aposento.
No pensador.ai desde