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Frase de Adriano Peralta - Escritor Latino-americano

⁠RIVALIDADE EM MIRÍADE Agora vou contar pra vocês, a história de um quarteto de três: João nascido em Guaianases e Abel, filho do japonês. Conheceram-se na adolescência, João com 37 anos e o nissei, cuja idade não sei. Um tocava gaita, o outro dirigia ambulância. O mais alto tomava cerveja, o mais novo gostava de melancia (que por causa do acento, não deu rima com ambulância). Ensaiavam de madrugada, logo após o almoço. O que chegava mais tarde ia embora mais cedo; e o mais velho da dupla (que ninguém sabe quem é), saía após o café. Abel ganhou o nome do tio, e João levou o “til” no nome - ambos com quatro letras, mas João levava vantagem por ter duas vogais e um diacrítico, que indicava a nasalização. Ele costumava repetir isso, mas ninguém entendia a explicação. Já, na numerologia, Abel era o mais importante, uma vez que o “B” significa 1 e o “L” representa o 8, e assim se forma o dezoito, que no jogo do bicho dá porco. Suíno simboliza o Palmeiras, que empatou com o Ituano em 1998, o ano em que o Titanic ganhou 11 Oscar; daí a vantagem de Abel, que tem um primo chamado Oscar, que foi candidato a vereador em Itaquaquecetuba e teve 11 votos nas urnas. Ainda com todas essas evidências, cientificamente comprovadas, João não se dá por vencido, e julga ser ele o mais importante, uma vez que casou-se na cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, no estado de Mato Grosso. Cidade com 28 letras, se multiplicado por 3, dá 84, e 1984 foi imortalizado por George Orwell com um clássico da literatura mundial. E ainda tem o fato de que João tem um primo chamado George, que trabalha como assessor parlamentar em Brasília (mas isso não conta, porque ele não deu conta de passar em concurso e foi nomeado em cargo comissionado). Adriano Peralta – Escritor Latino-americano.

Adriano Peralta - Escritor Latino-americano

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Pensador.com

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⁠A política brasileira é um campo fértil para dois tipos de indivíduos: àqueles que estão perdidos na vida e àqueles que almejam se perder nela.
⁠Tem muita gente com a SÍNDROME DE CONCEIÇÃO – vive no morro a sonhar, com coisas que o morro não tem. Pra ter regalia de OFICIAL, não se presta concurso pra PRAÇA. Não se enche a despensa vazia, acordando ao meio dia; tudo que é bom tem seu preço, nada é entregue de graça. A vid…
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⁠Tem muita gente com a SÍNDROME DE CONCEIÇÃO – vive no morro a sonhar, com coisas que o morro não tem. Pra ter regalia de OFICIAL, não se presta concurso pra PRAÇA. Não se enche a despensa vazia, acordando ao meio dia; tudo que é bom tem seu preço, nada é entregue de graça. A vida do bancário é diferente da do banqueiro, um se mata no trabalho, o outro esbanja dinheiro. A REALIDADE nem sempre é bela, ainda que muitos prefiram, encará-la de forma paralela.

⁠A estrada da vida não é tão longa como dita na letra da canção. Para muitos, é um circuito ovalado; percorrem várias vezes o mesmo trecho, caem reiteradamente nos mesmos buracos, derrapam sempre na mesma curva (fechada e traiçoeira). As fatigantes subidas íngremes provocam a des…
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⁠A estrada da vida não é tão longa como dita na letra da canção. Para muitos, é um circuito ovalado; percorrem várias vezes o mesmo trecho, caem reiteradamente nos mesmos buracos, derrapam sempre na mesma curva (fechada e traiçoeira). As fatigantes subidas íngremes provocam a desistência dos mais fracos. A vida é cíclica, quase tudo se repete: da beleza da paisagem ao perigo da viagem.