Frase de diego luiz ferreira
quando a luz de meus olhos se esvai com o passar do tempo um sorriso de menina esta retido em minha mente o meu reflexo em um olhar azul como um anjo suas palavras e sorrisos tatuados em minha alma as folhas que juntamos em outonos passados estão guardadas no livro velho com cheiro de madeira nossas tardes desenhando nas nuvens , o algodão doce com a cor dos seus olhos mesmo passadas tantas estações tudo continua aqui posso sentir o sabor dos seus doces lábios avermelhados eu queria ter um espelho e nele poder mergulhar sem hora pra voltar , e dançar com você mais uma vez com os pés descalços na chuva poder mais uma vez ouvi-la cantar ao som do meu velho violão as cartas e bilhetes , os lírios e o milho verde nossas individualidades o chocolate e a pipoca nunca mais provei o violão com cordas enferrujadas no canto da sala mesmo em silencio ouço o canto da saudade hoje meu nome se confunde com o vazio que a sei o que o girassol sente em dias de chuva meus olhos cinzas não deferem o azul do amarelo a vida se tornou um rabisco abstrato incompleto e sem forma alguma as letras aos poucos me abandonam.. a musica , o desenho no vidro , o chinelo velho marcas em uma memoria cinza de outonos passados melodias tristes, sons e cores tatuadas em um céu descolorido tudo mudou com o passar dos tempos e as dores ainda permanecem latentes aos poucos a vivacidade abandona o castanho olhar a fumaça substitui o respirar a luz dos olhos dão lugar tenras a ilusões.. anestesia a dor que é retida na alma o som do piano já não é mais tão belo.. nem o amarelo vivido de um girassol o cheiro do milho cozido o algodão doce azul o sorriso espontâneo tudo se foi.. no fim você já não sabe diferenciar os sons as cores.. O mais grave do agudo os sentimentos apenas trago em mim as lembranças de um amor juvenil
No pensador.ai desde