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Frase de Christinny Olivier

SUBLIMIDADE DE UM MOMENTO Na semântica do amor, nossos corpos Desafiam os limites da exaustão. Momento sublime é ver-te cingindo O calor dos meus braços, Arrefecendo no abraço, No fulgor em minhas mãos. Quebramos paradigmas e anelos desvalidos, Tingindo as entranhas do mundo paralelo... Cruzando as linhas do verbo desconhecido, Rasgando segredos e decretos Em nosso universo alumiado em luz neon. Aqueço-te e sonho em teu cobertor de infindos sonhos, Encobertos nos penachos de cílios Que resguardam o repouso dos olhos inânimes. Enlevados, sentimos os vestígios de felicidade Em repouso, próximo as paragens Do rio opimo que corre em virtude do mar.

Christinny Olivier

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Pensador.com

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Que seja eternizado na boca da alma o sabor do fruto de um amor concreto, e exterminado todo aquele que limitou-se a meras palavras.

COMPLEXO INDÔMITO Não reconheço mais a ponte... Nem a dimensão dos sinais
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COMPLEXO INDÔMITO Não reconheço mais a ponte... Nem a dimensão dos sinais Translocados no frio Permeado em meus ossos, Instalado no estalo Dos dedos, dos passos Trôpegos nas ruas anuviadas. A razão estoura seus desígnios Em poça d'água lamacenta, Resvalando a placa de saída Que insinua-se descaradamente... Mas você não vê! Não entende! Não crê! Desfaz asas de papel Em chuva de sentenças Inexistentes. Tua carranca imersa Em teimosia, Prefere ladrar em campo abstruso, Ignorando anseios Em minhas mãos estendidas. O lago congelou... Travas enferrujaram Tantas flores secaram... A árvore renegou o fruto! Um borrão consolidou o nada... O silêncio castiga os isolados. Pessoas temerosas se encondem Do bicho homem, Em suas cadeias residenciais. Somente os lobos avançam... Tomam de assalto a cidade, Buscando sangue para Grafar heresias em muros calcificados. E você... Preso a insistência de morar no escuro, Tropeçando em musgos e raízes Remotas da natureza esquecida. No vórtice de palavras, Tudo que sinto é exposto, Como se pudesse abarcar Teu inextricável oculto. Sentimentos enclausurados Nos cacos da noite, Transitórios em teus olhos duros Relutam - lutam - relutam! Todos os augúrios da língua, Sumida a sombra De demônios despertos, Agigantados ao som da meia-noite, Tentam me afugentar Diuturnamente. Eu não temo!... Não vou recuar! Conheço bem a essência Embutida as defesas De tua casca dura, Posso ler as entrelinhas doridas Nos lábios sombrios, confusos No riso forçado, intermitente. Enxergo perfeitamente A flor branda no esmalte Dos teus dentes.