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Frase de Nerisírley Barreira do Nascimento

A voz do: _Não! Quando vejo pessoas com Martin Luther King, Mahatma Gandi, ... eu vejo um contexto. Mas o mesmo não eles disseram em épocas diferentes. Mas por causas justas. Cada um numa filosofia de vida. Um traçado no preconceito de pele, outro na de raça, outro de sexo. Mas disserem: _Não! Bate-Seba, não disse não. Claro que também não foi um estupro, mas Deus avisou antes do povo Hebreu querer um rei que isto aconteceria. Ao invés de justiça, os reis tomariam as filhas do povo como concumbinas. Mas Zifrá e Puá, mulheres que serviam apenas de ferramentas, para uso geral da população, disseram não a um imperador. Tamar também disse não ao seu meio-irmão Amnon. Em troca da sua confiança, recebeu um estupro. A história narra que ela viveu o resto de sua na casa de seu irmão Absalão triste. Enquanto sexo não passava de um minuto para os príncipes para as princesas uma questão de o quanto uma mulher virgem valia. Muitos cristãos e cristãs, disseram e dizem não até hoje, em troca recebem preconceito e morte, principalmente em países e épocas intolerantes ao cristianismo. Rute e Esther disseram não. Uma a ordem de sua sogra, a outra colocando sua cabeça a prova a desafiar um rei. Existem conseqüências diretas de cada não. Martin Luther King e Mahatma Gandi nós já sabemos porque fazem parte da história recente. Rute, Esther, Daniel e pricipalmente Zifrá e Puá o leitor vai ter que buscar, nem que seja na internet. Mas numa hora em que o Brasil de “país tropical recheado de mulheres fáceis” perde este rosto para ganhar a face do: _ Não! Eu deixo claro aqui o quanto as decisões vão afetar a sua vida. Não podem ser interpretados por Deus como justiça ou leviandade, depende do que vai no coração de cada um. E Deus é um Deus de corações. Um não pode te levar a morte. As catacumbas romanas e campos de extermínio do Holocausto são o exemplo disso. Gente como Yosef ... e muitos outros também. Minha família é contra o meu estilo de vida. Meus parentes se distanciaram quando resolvi viver para Cristo. Mas saiba que talvez eu seria uma cabeça rolada no caso de muitas situações. E as mulheres têm de ter coragem. Coragem para dizer: _ Não! Não quando um namorado é grosso com a gente. Não quando um homem nos assedia mesmo sendo casado. Não quando nos vêem como um “pedaço de carne”. Quer saber? Acho que minha cabeça ia rolar, como rolou a de Tamar. Caso eu fosse Bate-Seba ou Mical. Confiar em Deus é isto. Se Ele quiser me recompensar bem. Senão, que seja feita a Vontade Dele. Mas não é não! E eu continuo dizendo: _ Não! Nerisírley B. do Nascimento 12/07/2013.

Nerisírley Barreira do Nascimento

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Pensador.com

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Outras frases de Nerisírley Barreira do Nascimento

O doce amargo sabor da bela adormecida Era uma vez uma moça, no estilo dos sonhos norte-americanos. Loira, de longos cabelos que criavam cachos nas pontas, de bons modos, nariz fino e ingênua. Cantava de forma lírica e era tão submissa que quase não tinha imaginação ou senso de…
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O doce amargo sabor da bela adormecida Era uma vez uma moça, no estilo dos sonhos norte-americanos. Loira, de longos cabelos que criavam cachos nas pontas, de bons modos, nariz fino e ingênua. Cantava de forma lírica e era tão submissa que quase não tinha imaginação ou senso de humor. A princesa unigênita de um rico reino. Quão doce que era a linda moça! Inocente, um dia tocou uma agulha envenenada e caiu em sono profundo. Por séculos dormiu e tudo parou. Veio um príncipe e a beijou na esperança da moça acordar e se tornar a princesa dele, mas a moça não acordou. Veio outro príncipe e nada. Mais um. E outro. Vários outros. Todos saiam desencantados. O que havia de errado com eles? Nada! O nome da moça? O seu! O nome da agulha? Clonazepam. E o nome do príncipe, sabe? Também é o seu. Acontece que no mundo real, tudo muda. Aliás, a Física e a Química provam que tudo está em MOVIMENTO. Por isso, permanecer parado para fugir do amanhã é ilusão. E o sono profundo da doce Bela Adormecida causa uma dor profunda e num processo cíclico, ela em sua agonia, toca novamente na agulha. E ficamos como na música do Chico: “vendo pela janela a banda passar”. De tão bela, a princesa ficou feia. Até a beleza muda. Porque o senso estético transforma-se. Um dia ela acordou e viu as mudanças em torno de si. Desiludida, tornou a tocar na agulha. A moça vegeta legalmente aceita pela sociedade. Que condói-se, até taxar a esperança como fracassada. Esse é o doce amargo da Bela Adormecida. Uma medicação inocente que eu e você deveríamos usar pouco tempo e de vez em quando, com muita precaução recomendada por um médico, de preferência psiquiatra. Mas o Brasil tem tomado cada vez mais deste veneno. Seja você o autor da sua história e não a torne uma estória. Se um dia for a Bela, saiba que a dor faz parte do pacote vida. Torne-se seu príncipe salvador e deixe-se salvar!

O gringo no Café Central. Assim meu pai me contou, enquanto ria; a história de um gringo no Café Central. Era lá pelas bandas do final dos anos cinquenta, um gringo muito chique, metido à besta, resolveu vir à Goiânia para ganhar dinheiro. Mas como todo inglês que se preze, fez…
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O gringo no Café Central. Assim meu pai me contou, enquanto ria; a história de um gringo no Café Central. Era lá pelas bandas do final dos anos cinquenta, um gringo muito chique, metido à besta, resolveu vir à Goiânia para ganhar dinheiro. Mas como todo inglês que se preze, fez um curso de Português com um erudito de Portugal. E como todo homem prevenido, trouxe o professor com ele até o Rio de Janeiro. Três meses de viagem, o tal inglês hospedou-se no Grande Hotel. E hotel você já sabe... pagando bem... eles entendem até língua de cachorro! Lá eles ensinaram que um homem de “porte” como ele, deveria ir ao Café Central para fazer contatos. O homem se ajeitou. Colocou seu terno escuro, completinho. Até com colete e gravata com broche. Chapéu preto e sapato escuro. Tudo na risca de giz, fresquinho; para Londres. Saiu o cândido, rumo ao Café Central, a pé. Sentindo-se! Eram três da tarde, onde passava, os homens de chapéu branco olhavam para ele e o cumprimentavam. Logo, o gringo percebeu que talvez teria que ouvir com mais cuidado os cumprimentos porque os fonemas saiam todos iguais numa palavra só: _Bastard! Boatard! Quanto mais as pessoas o cumprimentavam, mais calor ele sentia. Era o meio de setembro. E... depois de encharcado de suor. O homem chega no aglomerado de pessoas, na esquina da Avenida Anhanguera com a Rua 7, que era o Café Central. Adentrando o gringo; meu pai, mocinho do Lyceu, que estava de fora do estabelecimento; olhou de soslaio aquele branco de dar dó. Preto riscado, empoeirado, com uma mistura de perfume e um “certo cheirinho”. Lá dentro, ninguém olhou para o homem. Todos absortos na sua própria conversa, em negociações. Um burburinho entre comerciantes de tudo. Conforme o recomendado pelo funcionário do Grande Hotel, o inglês foi de pronto ao balcão. Avistou um atendente, que abriu um sorriso quando olhou outro homem que chegou de terno de linho branco e botas de cano alto. Sem cerimônia, o intruso sentou-se no banco que, para o inglês era dele. Depois do susto, resignado diante de sua ansiedade, o protagonista acomodou-se ao lado do homem e pôs-se a observar. _ Bastardeee Tiaozim! Que vaicê ogi? _ Bastardiii! Demaisdaconta! Dissempri! _Intão-tá! O atendente virou-se todo feliz para trás e pegou um cestinha com pão-de-queijo e uma xícara de café. Voltou-se ao moço. Nisso, o inglês vendo a cena, já começava a sentir um certo frio na barriga. Pois não compreendia nada do que eles falavam. Fitava-os atentamente. Agora, nosso fidalgo, sentia-se um mero protagonista. O moço trouxe o café, colocou para o jovem ao lado e com um bule de leite numa mão, perguntou: _ Poçopô? _ Pó-pô! Ele colocou um pouco. O rapaz deu um gole e o atendente olhou para o inglês. Tudo pareceu em câmera lenta. Nisso, o homem já não suava de calor, mas frio de nervoso. Olhou atentamente para a boca do atendente tentado decifrar o que ele falava: _ Êita língua difícil! Ainda tem que mudar? O atendente meio que receoso que talvez o homem muito que arrumado estivesse a passar mal. Fitou-o esperando uma resposta, quando o nosso insigne ia responder...suspirou aliviado! O garçom voltou-se para o moço de branco. _ Tiaozim pó-pô mais? _ Mais é clar-que-sim! Colocou mais café na xícara e voltou com o “indigesto dialeto”: _ Quémais? _ Pó-pô! Colocou mais. _ Pó-pô-mais? _ Pó-pô-mais! _ Tá bãmassim? _Num tá-não! Pó-pô-mais! Nosso excelso ficou mais apreensivo. Compreendeu que o homem nativo, negou, afirmou para negar. E como se não bastasse, terminou afirmando novamente em imperativo! E o atendente nem achou ruim. Parece que agora ele sentia sua gravata muito apertada e sua boca extremamente seca. De repente, o atendente olha para ele e faz uma pergunta. Assustado o ingles respondeu: _I would like to a cup of tea and a glass of water, please. _ traduzindo: “Eu gostaria de tomar uma xícara de chá e um copo de água, por favor.” _ Of course! One moment please. _ traduzindo: Claro! Um momentim, por favor! E não era que o garçom falava o Inglês! O problema é que o inglês não sabia nada de Goianês. Êita sô! Tem base um troço desses? Nerisírley Barreira do Nascimento 2018.

Solidão de Maria **** ****
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Solidão de Maria **** **** Maria nasceu lá nas décadas de sessenta. Do século passado. **** Maria aprendeu que o sexo é proibido. ***** Maria também foi perseguida. Não por soldados, mas pela sempre pronta e atenta, nossa querida sociedade. **** Quem mandou Maria nascer Maria e não João? ****** _ Ela é que pague o preço de sua escolha! ****** Maria tem que ser calada, voluptuosa e burra. Porque Maria que é Maria, é mulher! ***** Mas Maria não foi nada disso. ***** E ainda teve a ousadia de nascer preta. Preta sim! Não sou de meias palavras. ***** Negro, não é nem raça. Preto é cor! **** Maria, além de negra, é preta. Não tem vida cor-de-rosa! **** Essa pobre coitada. Teve o desplante de perguntar. ***** Nasceu inteligente e não foi sábia de esconder sua mente. **** Maria percebeu o mundo. Não gostou! Mas as horas Maria não era para sexo? Não é para isso que o Brasil vende Marias e o mundo inteiro compra? ***** Oras! Maria era para ser enganada! Mulher e negra? É classe e situação permanente. É o regime de castas brasileiro. Que a gente age.... Mas psiu! É impróprio falar. **** Maria que é Maria, é pra usar. **** Mas Maria não aceitou. **** Maria... tola Maria! Questionou. **** E o tempo foi passando. Os anos se tornaram pesados. Maria ficou só. **** Sem homem. Sem sexo. Apenas com seu gênero, raça e inteligência. **** Maria que é Maria. Tem que se resignar. Porque Maria quando não é Maria... fica só, por questionar. **** E Maria ainda inventou de estudar. Teimosa, petulante e atrevida Maria! Como ousa? **** Vai chorar muito pra chegar lá. Mas num tenho pena! Nasceu assim, então tem que sofrer! Tenho nojo dessa cor. Detesto esse jeito sinuoso de mulher, que não se serve para os homens. E fico com raiva dela ser feliz! Ainda assim, Maria! **** Eu me alegro com cada sofrimento de toda Maria goiana. **** Êita! O que é que eu vejo ali? Mas não é que é Maria! Toda faceira. Solta, alegre a andar? Que absurdo! **** Sozinha e sem homem? Como pode? Toda aprumada, com documentos a carregar. **** Num é que Maria hoje, depois de muito sol, está estudada! **** Onde este mundo vai parar? Dar emprego para uma Maria se tem tanto José pra trabalhar?