Frase de Gabriel SIlva Corrêa Lima
Irônica flor de primavera Dentre a corpulenta e cinerícia atmosfera, faz-se o fôlego mais ignóbil, o de mais valia, sob o único aspecto malsão que se há na primavera e sob o que se penetra às narinas a instigar hipocondria E penetra lesta sob a cerne do botão mais grácil e terno destas insípidas terras, crescerá à cizânia, como a um lupanar loução; não queimarias, despontas apenas cadavéricas Orlas matinais, que à teu mais anacrônico e pérfido olhar, vistes fecunda terra; mas como farias para suplantar teu estado antagônico, se fostes em vida, o malsão desde outrora? Ah, compreendo mais que tudo, compreendo este suplício pelo que há de apurado e cristalino, mas se não há esmorecer,então como não há ânimo? Tua vida imortal fora tua morte,e o bendito néctar, meando. Ah, era numa abrasiva estia de primavera, onde todo o baque aos corpos e pedregulhos franziam os sinais do mal e teus debulhos; pranto insólito e vil de tua quimera Que sorria ao sarcasmo da primavera. Mas seria a era dos algozes despejados, que sob os prantos execrados, dilaceravam as flores da quimera. Mas nada se esvanecia da vil flor de primavera, que escarrava e debelava qualquer utopia, e cada vez mais tua ironia se ascendia ao pranto que se há na primavera Gabriel Silva Corrêa Lima
No pensador.ai desde