Frase de Carlos de Castro
ATÉ AMANHÃ CAMARADA NOITE Preso, que nem animais de circos Em gaiolas sem horizontes De ferros que cortam de tão frios Que regelam corpos e mãos Como águas gélidas das fontes E matam de fome nos montes O poeta eremita dos chãos. Um dia, ele vai quebrar as correntes Do mal da maldita união Em que o afundaram na ilusão De vidas coloridas, tão diferentes. E quando as grades estalarem Por força do seu querer, As águas da revolta soltarem Os gritos do seu sofrer Ele vai querer dizer à noite Do seu acoite: Até já, Até amanhã, Camarada noite! (Carlos De Castro, in Outeiro de Pena, 23-06-2022)
No pensador.ai desde