Frase de EdnarAndrade
Quimera Matinal Deixa-me sonhar... Deixa-me divagar Nas asas da ilusão, Enquanto posso... Deixa-me que eu coma as manhãs Nesta ceia matinal Com sabor de vida fresca. Deixa-me mergulhar Neste azul de mar Que invade minha janela E que este vento Possa passear todas manhãs Na minha face E beijar toda a manhã Com essa ternura infinda Que a natureza premia. Deixa que eu esqueça as dores, O sofrer, as agonias, os dissabores E me derrame nesta “doce poesia De cada amanhecer.” Ai! que não quero esquecer jamais... Este azul (quase violeta), Que desta paisagem brota. Das águas doces da lagoa, Possa eu sempre me banhar. Que eu deixe neste mergulho Qualquer desconforto Da minha carne sofrida. Deixa-me, mãe natureza, Que em teus braços, Assim como um pássaro, eu cante Sem me queixar... Do que não tive Ou do que não tenho. Leva-me, terno sonhar... Para teus bosques distantes... Faz de mim flor, Flor brejeira, flor do campo. Que eu me sinta feliz Como orquídea em Primavera, Enfeitando a vida Que há na morte e na dor. Mas não me deixe Vagar sem sonho, Sem verde, sem o canto das aves E sem versejar o amor que canto, Sem a água deste mar... Não me deixes. Quero morar nas frias tardes E dormir serena e morna nas noites, No balançar destes ventos, Nesta rede de contentamentos, Refrescar meu coração cansado. Beijar meus netos E com eles dormir Um sono sossegado...
No pensador.ai desde