Frase de Carlos de Castro
ASAS DE APARIÇÃO Roçavam no meu rosto cansado e pálido, Penugens de ricos sentados em cadeirais De ceias opíparas imitando as dos cardeais; Não sei se ainda vivos ou balofos imortais, Só sei que as penas das asas eram ao cálido. Talvez mais ao negro e profundo esquálido, Não do magro, quiçá mesmo ao imundo sujo, Deste mundo chanfrado de efeito obtuso. Por tal e demais conformes eu me escuso A viver por muito mais tempo de uso Neste planeta perneta por demais confuso, Em que me dão a comer pão em desuso Por algum castigo ou má-fé eu acrescento Na esperança do direito pleno do julgamento. Nunca palavras inúteis eu por saber esbanjo… Se as asas não eram de aparição, então Seriam por remédio ou alguma suposição As asas aladas de um hipotético anjo!?... (Carlos De Castro, in Há um Livro Por Escrever, em 12-09-2023)
No pensador.ai desde