Frase de celso_nadilo
Metáforas entre Metáforas Entre falas e falácias, as desculpas não passam de discursos para ocultar e enganar quem ainda acredita em histórias de palhaço. Em ocasiões especiais, suas trapaças revelam-se como episódios de um bobo ganancioso. Por que existir dentro de uma mera existência? "Sou bonito ou sou engraçado? Faço dancinhas para enganar e entorpecer com dopamina barata? Escrevo discursos incrédulos para que perpetuem a escravidão do seis por um?" Emerge a covardia e o insuportável sentimento de indignação: ser pobre só dá o direito de existir, enquanto terras e mansões parecem reservadas aos "grandes imortais". Mal sabem que, no cemitério, não há rico nem pobre — apenas pó sobre pó. Mesmo numa linda sepultura, repousa um cadáver cercado de riquezas que em nada adiantaram, pois o tempo o consumiu. Ninguém se lembrará de quem ele foi ou será; restará apenas o pó sobre o pó, um nome gravado numa placa de bronze e uma estátua coberta de poeira. Nada mais. O tempo devorou cada imperador, rei, monarca ou presidente. Restam apenas a luz do dia e a luz da lua. Os descendentes seguem caminhos distantes daquela ilusória grandeza, pois cada um traça o próprio destino. Mansões se tornam ruínas, lugares abandonados pelo estado de luxúria onde o ego singelo e infinito doma a alma e expõe o espírito. O vento sopra a poeira, espalhando sonhos num estado primitivo da matéria. O ser reluta em ter resiliência quando não passa de aparência. Para existir, tenta sobreviver dentro de si. Houve um olhar que sentiu o tom da ilusão: o que parecia profundo é apenas a equivalência da inércia. Para além e em frente, buscar o frescor das almas cansadas pelos vultos — um abade em formato metafórico. O que reluz no campo neurológico serviu a poucos do além; perpetua a perspectiva de sonhos repletos de ironias, diluídas na verdade somada do passado.
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Pensador.com
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