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Frase de Lucas Amorim

Dois Mundos Sergio vive em um lugar repleto de violência, desigualdade e com muitos criminosos. Mas nem por isso Sergio era um criminoso, pelo contrário, Sergio era trabalhador, todo santo dia acordando as cinco da manhã, dependia do péssimo transporte de sua cidade e pegava pesado nos serviços gerais em sua empresa, chegava em casa exausto. No portão sua mãe, sempre o esperava preocupada, pois chegava sempre tarde, e não era muito bom chegar tarde onde Sergio morava. Assim era a rotina de Sergio, todos os dias, de casa para o trabalho, do trabalho para a casa. No começo do mês, Sergio ficava feliz, dia de pagamento é sempre o melhor dia pra quem trabalha de verdade. Saía do trampo mais cedo e sempre passava no mercado pra ajudar sua mãe em casa, ainda sobrava um trocado, de trocado em trocado, Sergio juntou um bom dinheiro pra comprar uma boa roupa para ir na festa de 25 anos de seu amigo Daniel, filho do dono da empresa onde trabalhava, um jovem de classe média alta, que vive em um bairro oposto do bairro de Sergio. Então, Sergio entrou na loja, escolheu as roupas mais caras, levou até a mãe para ver se realmente estava bom a roupa que escolhera, afinal, a festa ia ser num dos lugares mais nobres da cidade. Sergio comprou as melhores roupas, e entrou em uma perfumaria e comprou o perfume mais fino e forte que tinha, gastou todo seu dinheiro que havia juntado, mas estava feliz, pois cumpriu seu objetivo. No dia da festa, Sergio estava animado, se arrumou e estava pronto para sair, mas quando ia saindo, em sua rua havia uma operação policial, em busca dos criminosos mais violentos da cidade que viviam no bairro de Sergio. Foi um mar de sangue, muitos tiros e mortos, e tudo em frente a casa de Sergio. Realmente foi impossível sair de casa naquela noite. Sergio ficou triste e se sentiu impotente, pois nada podia fazer. As roupas que comprou só pra festa, já não eram tão bonitas assim, o desânimo e o medo tomou conta do pobre trabalhador. Sergio não aceitava ficar preso em casa sem ao menos se divertir, por causa de criminosos que sempre viviam soltos. A indignação, pavor e vergonha tomou conta dele naquela terrível noite. No dia seguinte no seu trabalho, tentou explicar pra Daniel o motivo de não ter ido a festa. Quando falou tudo, Daniel gargalhou, achou engraçado a cena de Sergio ficar em casa por causa da violência por causa de seu bairro. Falou que nunca tinha visto isso e achou curioso, ainda duvidou de Sergio, pensou que fosse só uma desculpa esfarrapada. Mas Daniel até tinha uma certa razão, pois nunca passou por isso, não sabia o que era um tiro, e nem tinha noção do que era uma favela. Via só bandidos pela TV, nos seriados americanos que via a tarde depois do trabalho. Vivia em seu mundinho, condomínio fechado e segurança máxima. Diferente de Sergio, Daniel pegava mais tarde na empresa, afinal, filho do "chefe", ia sempre de carro com seu motorista. Saía cedo, e ia curtir com os amigos pelos bares de alta sociedade que tinha na cidade. Chegava sempre tarde em casa, tinha uma vida de invejar qualquer um. Era um cara até legal, mas o seu principal defeito é que não enxergava nem um palmo a sua frente, pensava que a vida de todos era igual a sua vida. Curioso é que a favela onde Sérgio mora não fica tão longe de Daniel, a cidade onde moram é belíssima, mas é rica em desigualdades e preconceitos. Daniel ama a cidade e critica quem fala mal dessa belíssima cidade onde vive, Sergio não tem nem tempo de pensar sobre, pois é do trabalho para casa e da casa para o trabalho. "Abra a mente e os olhos pra poder enxergar, a desigualdade está aí, só é cego quem não quer aceitar." Lucas Amorim *Apesar de ser uma história bem próxima da realidade, os personagens são fictícios.

Lucas Amorim

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Lucas Amorim

Não me ligue mais Me deixe sozinho Não quero atrapalhar
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Não me ligue mais Me deixe sozinho Não quero atrapalhar Saio de fininho Para não alarmar Nesses dias escuros Quero sair de cena Ficar na minha Fazer qualquer poema De amores Ou tristezas De horrores Ou realezas Me deixe aqui E não ligue mais pra mim...

A pessoa que tem esperança, fé e pensamento positivo é extremamente forte. Por mais que nada dê certo, e nada parece mudar, a pessoa sempre está lá de pé, confiante, firme e sempre com um sorriso no rosto. Diariamente, travamos uma batalha contra nós mesmos. Esta batalha envolve…
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A pessoa que tem esperança, fé e pensamento positivo é extremamente forte. Por mais que nada dê certo, e nada parece mudar, a pessoa sempre está lá de pé, confiante, firme e sempre com um sorriso no rosto. Diariamente, travamos uma batalha contra nós mesmos. Esta batalha envolve confiança e desconfiança, coragem e medo, perseverança e desânimo. Há dias, que perdemos esta batalha, mas sempre terá o dia seguinte, para termos mais uma chance de derrotar o adversário e não se abater. O principal adversário é o negativismo. O negativismo é uma praga que se prolifera de uma pessoa para a outra, ele é capaz de te destruir e te matar por dentro. Uma pessoa negativa não curte a vida de uma forma saudável, ela só simplesmente vive. Sabemos que nada na vida é fácil, mas temos que encarar nossos "fantasmas", sempre com muita força de vontade e muita positividade. E lembre - se, se hoje o dia foi ruim, saiba que o amanhã está por vir, e será mais um dia para ter a chance de vencer esta batalha chamada dia-a-dia.

O amargo gosto dos meus dias Esse vazio que eu sinto, não sei mais explicar. Há dias que só fico na cama, sem querer levantar.
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O amargo gosto dos meus dias Esse vazio que eu sinto, não sei mais explicar. Há dias que só fico na cama, sem querer levantar. Dias mais cinzas que Londres, mais demorado que desfile de carnaval. Não sei se da pra piorar, mas sempre me sinto mal. Eu olho pra lua em busca de paz. A mesma que você levou, e até hoje corro atrás. Todos os dias fumo maços e mais maços de saudade. Bebo da mais pura e forte realidade. Sinto falta de sorrir atoa, de ver tudo da melhor maneira. Não de ser um inútil como fogo sem lareira. Meus poemas mudaram, antes era amor, paixão e felicidade. Hoje me dia contém: indignação, vazio e saudade. Eu não ando, eu vago. Eu não tenho medo, tenho pânico. Não tenho estresse, tenho colapso. Não tenho preguiça, tenho desânimo. Chuvisca lá fora, e aqui dentro cai a tempestade. Daquelas intensas que destrói até cidade. Uma cidade devastada que se chama mente. Mente que era saudável e agora parece doente. As costas não aguentam mais o peso do mundo. Sozinho, desamparado, como um pobre vagabundo. Me deixaram voar e depois me tiraram a asa. e por isso continuo vagando pelo mundo sem ao menos sair de casa.