Frase de Leandro Flores
O que os poetas dizem sobre o amor que o mundo esqueceu? O mundo anda apressado. Os corações, rasos. O amor — aquele de verdade — parece ter sido esquecido na última gaveta da humanidade. Mas… será que foi mesmo? Ou será que só se escondeu nos silêncios onde ainda mora a poesia? Vinicius dizia que o amor não precisa ser imortal, posto que é chama. Mas pedia: que seja infinito enquanto dure. Adélia nos lembrava que “erótica é a alma”, porque o amor não é só toque — é transcendência. Rita Lee, ousada e genial, rasgava a falsa moral: “Amor sem sexo é amizade. Sexo sem amor é vontade. Amor e sexo é tudo.” E Ferreira Gullar, sem floreio, dizia o que poucos têm coragem de admitir: amar não salva, revela. Amar é isso: É enxergar as falhas e, mesmo assim, escolher ficar. É respeitar o tempo do outro, a nudez da alma, a bagunça da existência. É saber que o amor não se compra, não se exibe, não se promete. Se constrói. E foi com essa certeza que escrevi um dia: “Não se deixe levar apenas pela paixão, mas viva pelo amor, lute, acredite, tenha fé. O amor é a única razão de o mundo ainda existir.” (Leandro Flores – Construindo Amor) Sim, o mundo pode ter esquecido do amor. Mas os poetas não. Eles seguem escrevendo por todos aqueles que ainda sentem — mesmo em silêncio. Por aqueles que olham e enxergam. Que tocam e permanecem. Que amam… mesmo quando o mundo já não acredita mais nisso. Porque enquanto houver poesia, o amor não morre. Ele só se esconde — esperando ser lido.
No pensador.ai desde