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Frase de Amanda Lemos

Os dias anormais de verão, - Parte 2 - ALICE POSSUI EXATA uma semana para se decidir, ariscar-se ou não ? Embora tudo aquilo que fugisse de seu itinerário incessante fosse algo que lhe surpreendesse, Embora o estranho sempre lhe chamasse a atenção e lhe causasse estranha felicidade, arriscar-se era sobretudo arriscado, inseguro, sem volta, e sem conseqüências pré determinadas. Alice já se esquecera o que era relacionar-se, arranjar um namorado, flertes ao acaso. Admitia que a vida de solteira, sozinha e universitária era complicada e sem tempo para quesitos amorosos. Sentia saudade até dos cafés pela manhã de discussões de livros e temas medicinais, embora seus antigos namorados se quer detinham conhecimento básico gramatical, com exceção de um, Adam. Músico, tenista e quem diria bonito nos moldes de Alice. Mas já fizera muito tempo que perderam o contato, relacionamento de três meses apenas. Ao mesmo tempo de inseguranças e dúvidas, Alice via que se não o fizesse sua vida continuaria passando num piscar de olhos sem lembranças emotivas de um passado não vivido. Já se aproximara dos 21, e tinha necessidade de arriscar-se ao menos uma vez para sentir o sabor do que seria atirar-se de um arranha- céus sem pára-quedas, Doce ilusão de uma Alice monótona. Sim, pretendia aceitar o convite de Benjamin, depois é claro de pensar cerca de 168 horas no assunto, a semana inteira diga-se de passagem, para quem não se sentir a vontade de levantar-se da poltrona e realizar este cálculo em uma calculadora mais próxima. Deixe por estar. A decisão estaria tomada, aceitar. Uma vez na vida teria que dizer um “sim” para a sorte e quem dirá ao acaso. A semana de aminoácidos, hemácias , glóbulos, ossos e músculos passaram rápido. Os patos estavam sedentos de fome e esperando o sábado de sol, as tortas de limão já preparavam-se para sair dos fornos e o café já “borbulhava” na cafeteira. A sexta tão esperada chegou, A faculdade pela manhã até as 17:00 passou rápida aos olhos de Alice que ia às pressas ao Donnuts para encontrar Benjamin . - Ora, vejam só quem chegou, adiantada por sinal, a senhorita da torta de limão e do café extra- forte...; Tomei até a liberdade de adiantar seu pedido Alice, e te acompanhar no cardápio, posso ? - Claro Benjamin, como está ? Gosto de ser pontual em minhas obrigações. - Muito melhor agora, Obrigação ? Por favor, quero que hoje você fuja da rotina , e acho bom comermos depressa antes que chova e fique difícil chegar no meu santuário. (risos) - Santuário ? Comemos no caminho. - Sim, meu ponto de inspirações, se é que me restaram alguma. Como de certa forma, é meio longe, vim de carro. Pegue a torta e vamos. Pegada a torta se dirigiram ao carro de Benjamin para irem a seu “santuário” nesse dia nublado que já se aproximara do verão. No caminho: - Alice, como foi seu dia hoje ? Muitos testes da faculdade ? - Nem tanto, mais aula teórica e analítica. Chegando, Alice estranha o local, além de longe era um armazém abandonado, mas de fora parecia confortável, calmo. Porém, ainda estranho. - É este seu santuário ? Um armazém ? - Mocinha, sim, é este. É porque você não viu dentro ainda, deixe-me mostrar. Era lindo, organizado, modesto, como uma casa abandonada mas em uso contínuo. - Você mora aqui Benjamin ? - Não não, moro com meu pai. Mas acredite estar aqui é mais aprazível que em um ambiente sufocante e de brigas repentinas com um tirano a ferro e fogo mas que se diz diplomata como meu pai. Mas isso não vem ao caso, gostou ? - Claro, é lindo, bem mais bonito visto de dentro. Tem tudo que uma casa tem. Cama, mini-cozinha, livros, discos de John Lennon, Paul McCartney, Amadeus Mozart, Beatles, pianista Alfred Brendel, Debussy... E quem dirá um piano.. Claro ! Realmente você me surpreende muito Benjamin. - Fico admirado no seu julgamento antes de si dispor a ler o livro por inteiro. A casa é modesta, fica mais bonita no veranum. O piano que a deixa bonita. Uma verdadeira relíquia , piano de cauda, com cordas percutidas e batentes de feltro. E estes discos são de gênios da música.. Nunca saem da vitrine dos bons ouvintes. Um cara culto, não ? ( risos) - Me surpreendo com seu convencimento também. Gosto dos Beatles, tem como não gostar ? Veranum? - “...Yesterday, Love was such an easy game to play Now I need a place to hide away Oh, I believe in yesterday” Não, definitivamente, não tem como não gostar.; . Veranum é verão em latim. Não sou convencido, sou verdadeiro. (risos). Desde criança meu pai teve a lúcida vontade de criar um protótipo de filho perfeito. Me obrigando a freqüentar aulas de latim, piano e a suportar maratonas cansativas, digo, me obrigando a correr com ele nas manhãs gélidas dos fins de semana. Cresci assim, subordinado a boa música e a “boa sociedade”. Hoje, vejo que isso pouco me vale, ter crescido em berço esplêndido de ouro. - “ Oh, I believe in yesterday !” (risos) Eles são ótimos, sem discussão. Não imaginava sua infância desta maneira,. Então somos dois subordinados às tradições familiares, eu com minha mãe realista até demais, e por vezes fria e meticulosa e você com seu pai possessivo e tirano. (risos) Casal perfeito ! Seu pai e minha mãe, claro. - Até que não seria má idéia, tirando o fato de sua mãe ser casada e meu pai ter esquecido o que é gostar ou ser gostado,. Felizmente, esse tipo de atitude não se passa por genética. (risos) - Posso ? Alice chegando próximo ao piano, senta-se e se permite a tentar algumas notas, fazendo com que Benjamin disponha-se e chegue mais próximo também, sentando ao seu lado e tocando suavemente algumas notas, compondo uma melodia perfeita. Alice ouvia a música em perfeita sintonia, como se mesmo apenas ouvindo se sentisse tocando. Seus dedos no teclado deslizando- se em harmonia. Já sabia que naquele exato instante Benjamin não só a atraia por seu jeito de dar a cara a tapa a tudo que a vida lhe prepusesse como tocava tão lindamente que Alice não queria jamais parar de ouvir. O som eclodia em seus ouvidos e ao mesmo tempo seu coração ficava leve, amparado. Esquecendo de qualquer rotina cansativa, monótona. Descobrira agora seu fascínio por piano, sem ao menos saber manejá-lo. Não precisava, Encontrara alguém que perfeitamente o faria e para ela isso já bastava. - Para Elisa - Wolfgang Amadeus Mozart. Esplêndido não é ? Quando criança, dormia ouvindo essa música e jurei aprender a tocá-la um dia. Um dos meus sonhos realizados. - Magnífico Benjamin, simplesmente encantadora a música. Toque outra, por favor. - Uma mais agitada dessa vez Alice, Por que não Petit Suite de Claude Debussy ? Benjamin tocava como se brincasse com os dedos, sem um mínimo de dificuldade. Era esplêndido. Tocava de modo tão leve, básico e harmonioso mestres da música como Mozart, Debussy, Brendel.. como se convivesse intimamente com eles, dialogando com gênios e explorando notas musicais perfeitas. - Toca tão bem Benjamin, deve treinar o dia inteiro ...; - Seria bom se tempo eu tivesse para isso, E também aos 23, seria estranho se não o fizesse bem. Embora tenha entrado a mando de meu pai na música aprendi na prática a gostar e venerar clássicos. Força do hábito. Debussy é um dos meus favoritos, um francês que de tão importante na música deu nome de Debussy a uma cratera do planeta de Mercúrio. (risos) Ele me faz pensar que o difícil pode se tronar fácil para quem faz o que gosta e se admira em fazer, no meu caso tocar piano e escrever. - E não deve parar nunca Benjamin, me encanta como você toca bem. Acho que gostei tanto de ouvir talvez pelo fato de sempre achar magníficas as melodias do piano, mas quase nunca ter a oportunidade de ouvir alguém tocando-as de perto. Só pelos discos de minha mãe, quando essa ouvia nas noites de domingo, especialmente no natal. Confesso que quando criança, como só ouvia pelo rádio achava que tais músicas ou orquestras eram inventadas e que não havia ser humano sequer que pudesse realizar algo tão bonito e maravilhoso aos nossos ouvidos. Era como inventar o que não pudesse ser inventado. Colocar em prática o impossível. - O impossível é tão bonito que o possível já se tornou pouco demais aos meus olhos não é verdade ? Alice, você deve está faminta, se não está, eu estou. Afinal, você comeu a torta sozinha não é senhorita ? E eu lhe proponho a honra então de experimentar a única coisa da qual lido bem na cozinha..., espaguete ! E que modéstia parte, o meu atrai até anjos de tão saboroso que é. À bolonhesa, meu favorito. - Acho que devemos deixar para outro dia Benjamin, está ficando tarde. Tenho muita coisa a fazer ainda. - Alice, vai sozinha por acaso para pegar uma pneumonia ? Pois vejo que as gotas da chuva já começaram a cair e devem estar tão geladas que não me atrevo a sair daqui agora. Não mesmo. E fazer o que em sua casa ? As mesmas coisas das quais passa a vida inteira fazendo ? Repito. Não mesmo ! Você veio comigo , e já se arriscou até por pensar em vir. Entrou na chuva , então é para se molhar. - (risos)... Ah, claro ! Com você a gente pega até um resfriado Benjamin. - Pois então, fique para o espaguete e prometo que te levo em casa, sem primeiras ou se quer segundas intenções, prometo. - Está bem, como você me pede de joelhos para ficar, eu fico. (risos) Mas desde que façamos um acordo. Como eu já conheci seu “santuário”, queria lhe convidar para amanhã, eu lhe mostrar o meu, ou melhor, um lugar que às vezes visito e que me sinto bem de estar. Acordo feito ? - Acordo feito Alice, De joelhos ? Depois o convencimento é que parte de mim. Pois bem,.. Mãos à obra com a comida italiana dos Deuses ! (risos) Benjamin com a ajuda de Alice passam a preparar espaguete à bolonhesa, um dos pratos prediletos deste escritor/pianista modesto. Comeram dando milhares de risadas, conversaram sobre livros, filmes prediletos, os primeiros namoros do colegial, as músicas que ouviam, idealizaram sonhos de criança e riram das mancadas de seus pais. A conversa fluía bem, como o tempo também passava depressa. Minutos se tornaram horas e Alice já entrava no carro de volta para casa, se encantando com a anormalidade desse dia e estando feliz por redescobrir o que seria novamente construir uma amizade com um rapaz, já que muitos diziam ser impossível amizade entre um homem e uma mulher, afinal, diziam sempre haver intenções por debaixo do tapete. Alice provava que este pensamento era incerto, pelo o menos, por enquanto. Continua...

Amanda Lemos

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Pensador.com

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Entenda que não basta entender. Para você também que possui um curativo no coração, e um Band Aid nas feridas mais internas e que não entende o quão se torna difícil uma convivência..., bate aqui, não fazemos questão nenhuma de compreensão. Até que ponto os nossos problemas gan…
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Entenda que não basta entender. Para você também que possui um curativo no coração, e um Band Aid nas feridas mais internas e que não entende o quão se torna difícil uma convivência..., bate aqui, não fazemos questão nenhuma de compreensão. Até que ponto os nossos problemas ganham dimensões que nos limitam de viver o que há para se viver ? Até que ponto, você, meu caro amigo, despeja toda sua felicidade em um outro alguém ? Até que ponto somos dependentes de um sorriso alheio para propiciar o nosso ? ... Eu andei pensando ultimamente o quão o tempo é influenciador em nossas vidas. Nos faz descrer do impossível, abandonar uma ilusão, disfarçar feridas, secar curativos. Há algum tempo atrás, esbanjava felicidade, e não uma felicidade qualquer, mas uma daquelas bem autêntica de, quem sorri até com os olhos , de quem ama só por amar, e de quem arrisca achando que a vida está para a brincadeira. Há algum tempo atrás... Eu ainda cultivava laços que nunca pensei que o nó iria se afrouxar, ou que uma dor tomaria tanto espaço nessa mente insana que só lhe cabiam palavras. Há algum tempo atrás eu convivia com poucos, mas essenciais, admito. Não que deseje descarregar toda culpa nesses novos relacionamentos formados. Turbilhões de mensagens e ligações. Furtivas amizades feitas,... Não que seja isso, porém, em que medida, somos capazes de ganhar algo e no entanto também cultivar o que se tinha ? Em que ponto não pecamos em oferecer carinho de mais há uns e de menos aos que mais precisam ? Em que ponto podemos amar não um, mas dois corações ? Não disseram que relacionar , conviver, despertar emoção em alguém, seria fácil. E não é. Pessoas são difíceis. Não se pode confiar no que um sorriso diz por imaginar que há um milhão de lágrimas por trás. Não se pode entrelaçar os dedos, por medo de se gostar demais, pois há certas coisas que fazendo juntos não teria como não se apaixonar. Não se pode mais estar bem estando mal, ou disfarçar problema com bebida. Não se pode mais amar sem medo de correspondência. Não. Não se pode. Não se pode mais apontar a flecha para um rumo sem temer suas conseqüências. Nesse caos de não poder, como, me expliquem, suplico, ... como conviver ? Soa muito mais fácil descrever tantas perguntas do que trazer respostas. Não há resposta para tudo. Uma alma tão intensa como a minha nunca se contentou com metades ou com algo que despejasse o morno ou o sublime. É tão mais fácil viver em equilíbrio, dosar a dose, ou não respirar risco algum. Sim, é mais fácil. Mas graças a Deus, nunca me permiti ao mas fácil, nem dos amores mais fáceis tive vontade, sempre quis dar a cara a tapa e ansiar por aquilo que nunca foi possível , na teoria. Nem da escrita mais fácil, carregada de palavras clichês, ou uma obviedade melancólica. Nem se quer busquei a facilidade de vender simpática ao mundo inteiro, mas sim me doar à uns poucos e bons. Mas foi nessa de sempre querer o impossível e , muitas vezes, o difícil, que caí em erro próprio. Não há como deixar que a loucura escorra pelas veias apenas em momentos convenientes, que seja louca, mas louca por inteiro. E amar não seria diferente. Tendo uma mente tão alucinada..., gostar, criar afeto, se torna tão excruciante, como alguém que não demonstra falta de carinho mas ser a pessoa que mais precisa. Ser intensa nos sentimentos, ações e sempre imaginar milhares e milhares de coisas antes de dormir, se é que consegue fechar os olhos e descansar. Como quem pensa e “trepensa” no outro mas que por um orgulho fútil não demonstra, ou se demonstra , demonstra por base de uma frieza incalculável . Eu não entendo. Minto. Por enquanto, não faço nenhuma questão de entendimento, e peço que façam o mesmo. Entendam apenas o que é cabível , do resto, quando fugirem todas as compreensões , não exijam entendimento algum. Não deixem que o entender demasiado lhes impeça de sentir.

Há algum limite ? Ultimamente ando lendo muitos artigos e dissertações de autores renomados e privilegiados à respeito de um tema que acredito ser “gabaritadíssimo” e que venha a suscitar polêmicas a mil. A condição humana .
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Há algum limite ? Ultimamente ando lendo muitos artigos e dissertações de autores renomados e privilegiados à respeito de um tema que acredito ser “gabaritadíssimo” e que venha a suscitar polêmicas a mil. A condição humana . Dei enfoque as ações que levam o homem a ser quem diz que é, e a que ponto este chega para almejar aquilo que deseja. Tive a oportunidade de conferir textos de Hannah Arendt e opiniões diversas vindas tanto de filósofos, tanto de sociólogos. *Dica tal que deixo para muitos leigos que buscam escrever com tanta eloquência se baseando do nada. Se me permitem um “puxão de orelha”, .... é imprescindível uma leitura eficaz para a produção de um bom texto. É necessário domar as técnicas de bom português, bem como ter um conhecimento de mundo vasto, se tratando é claro de um bom texto dissertativo. Poucos são os que começam maravilhosamente bem um parágrafo e graciosamente e descomunal encerram com um ponto final. Muitas vezes gastamos horas de leitura, para levar no máximo uma para a escrita. Isso é resultado de uma pesquisa contínua e incessante. Sem leitura, sem prática, não se escreve bem. Ninguém nunca disse que escrever seria tarefa fácil...; Mas voltando ao tema foco,... Andei sim lendo à respeito. E acabei me deparando com várias indagações: Até que ponto chegamos ? O que se define por um limite ? Reformulo. Até que ponto o ser humano é capaz de chegar para alcançar aquilo que almeja ? Tendo em vista tantos assassinatos relâmpagos, sequestros pré determinados, roubos a mão armada , e o pior, é você assistir praticamente todos os dias aos noticiários e ver que há tantos jovens no crime que matam por dois reais, causas essas que são diversas,. Sustento da dependência química, pressão dos demais.,dívidas, seja o que for, ... Parece que a morte virou justificativa para erros humanos. Andei lendo alguns termos no dicionário, enriquecedor de vocabulário , diga-se de passagem, para via de comparação, e encontrei duas palavras relativas ao tema que me chamaram a atenção: - Esforçar : Tornar-se forte; trabalhar com afinco. - Ambição : Desejo de poder ; fama; honrarias ; etc. - Aspiração, desejo intenso. - Dicionário da Língua Portuguesa- Ruth Rocha. - Quando é possível, e como, conciliar ambição com esforço ? Como é possível conseguir algo sem afetar o próximo ? Perceba que muitas das nossas ambições que resultam em atitudes fora dos limites são conseqüências de uma obrigação que temos para com a sociedade. Usam drogas para fuga de problemas, outros para se aliarem a um grupo, outros para , digamos, causar.; Roubam tanto para adquirirem aquilo que não tem condição . Gastam mais do que possuem para comprar coisas desnecessárias para impressionar pessoas que não gostam. Como é vida é hilária, não ? Às vezes, temos pelo simples fato de ter. Ou temos para simplesmente dizermos que temos e que podemos adquiri-lo. Esnobismo ? Há quem diga que sim. Em termos pessoais, penso que ambição não seria um problema em si, se tornaria sim quando não dosado. Como um remédio que cura, mas em exagero, mata. Sem ambição , do que viveriam as metas que traçamos ? Do que valeria tantas noites de estudo se não almejássemos um bom resultado em algum vestibular ? Do que valeria um bom médico se não buscasse a cura da AIDS ? Ou um bom arquiteto que não quisesse vender sua idéia ? Não valeriam. Seriam um entre muitos. Há de se ter objetivos em mente, Sonhos, inclusive, são nossas metas em rascunho para um objetivo futuro. A questão é quando esta ambição se torna descomunal e ultrapassa uma mente sã. Quando o preço de tudo isso se torna alto demais a se pagar. Como o assassinato de uma criança de 13 anos, ou um assalto à uma pedestre idosa, o seqüestro de um vereador rico, ou até mesmo a aposta de uma família em jogo. Até que ponto você chegaria para alcançar aquilo que mais deseja ? Ao menos uma coisa é certa: Não temos resposta para todas as perguntas. E ainda dizem que somos plenamente racionais...