Frase de Caio AS
Cálamo Ardente Ó tu, esplendor de etérea matéria, Vértice e sonho em que meu ser se enlaça, Tua voz, harpa eólica, ligeira, Nas cordas de meu peito ecoa e passa. Teu olhar, astro em noite taciturna, Derrama sobre mim seu lume brando, E a alma, náufraga e soturna, Ancoro em teu porto, rubro e nefando. São teus lábios a fonte prometida Onde bebo o licor da tua essência, Eterna ambrosia, doce ferida, Que me transfigura em pura incandescência. Em teu dorso, a cartografia antiga De um reino onde o tempo é só delírio, E cada gesto teu, sutil liturgia, Consagra-me ao teu amor—sacrário e giro. Pois és o verso que me faz poeta, O enigma e a chama que me completa, E até que o Fogo Universal se acoite, Serás meu canto, minha estrela inquieta.
No pensador.ai desde