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Frase de Miguel Habib mazzarelli

⁠🎶 Espírito de Velho e Amor pela MPB Eu sou aquele que reclama da modernidade, mas no fundo, me perco no toque da saudade. Amo o som da MPB, aquele bem antigo, e fico me achando o velho sabichão, o grande amigo. "Se todos fossem iguais a você..." Ah, como é doce esse violão, meu Deus, que prazer! Enquanto o mundo corre apressado, sem parar, eu fico aqui, curtindo o dia a se arrastar. O espírito de velho, dizem, me acompanha, mas quem precisa de pressa, se a vida é uma montanha? A cada verso de Chico, me encontro no chão, porque essa saudade é uma grande canção! "Apesar de você, amanhã há de ser outro dia..." E a música é minha eterna companhia! Enquanto todo mundo tenta se reinventar, eu tô aqui, no sofá, pronto pra cantar. A turma mais nova me chama de careta, mas eu me dou bem com a velha vitrola e a teta. Quando toca Elis, ouve-se o som da perfeição, e quem não entende, perde a emoção! Cazuza me fala de um futuro meio perdido, mas eu sigo vivendo como um bom contradito: "O tempo não para" — eu só paro pra dançar, e quem não gosta disso, é só me deixar cantar. Mas o melhor de tudo, nesse espírito de velho, é saber que na MPB o tempo é mais singelo. Gil, Caetano, Milton, e a voz de Gal, eles me ensinam a viver de forma real. E então, vou seguindo, cantando e rindo, com meu velho coração, sempre se expandindo. Porque ser velho não é estar na idade, é ter alma jovem, cheia de felicidade!

Miguel Habib mazzarelli

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Pensador.com

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🌿 ⁠A Voz que Canta no Meio do Mundo O vento que passa, ninguém vê, mas ele toca todos — do morro ao asfalto.
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🌿 ⁠A Voz que Canta no Meio do Mundo O vento que passa, ninguém vê, mas ele toca todos — do morro ao asfalto. "Eu sei que vou te amar" — diz Elis, e a dor de amar e de viver é a mesma em cada rua, cada esquina, onde a lágrima é a mesma para o pobre e o rico. E é nas noites frias, nos becos escondidos, que o samba floresce como um grito, feito de mãos calejadas e corações partidos, como se a música fosse a única coisa que nos unisse. "Apesar de você, amanhã há de ser outro dia" — é o grito de quem se levanta depois da queda, daqueles que não têm mais nada, mas têm fé. Caetano olha o céu, o Brasil que dança e chora, e suas palavras são um espelho do povo: "Alguma coisa acontece no meu coração…" É o ritmo do povo que nunca morre, que nunca se cansa de esperar, de sonhar, de cantar. E enquanto as ruas gritam, Gil se perde na luz da lua, seu violão ecoa para todos os cantos, como um convite para quem tem fome de vida: "Andar com fé eu vou…" e ele sabe, com a certeza dos grandes, que a fé não tem classe, nem cor, a fé é a revolução que brota nos corações. Cazuza, com seu fogo e sua dor, não se rende à dor de ser esquecido: "Eu vejo o futuro repetir o passado…" mas ele grita contra a repetição, contra o que limita e cala a voz de quem tem algo a dizer. A dor é universal, mas a revolução também é. Milton, com seu olhar sereno, leva a canção como quem leva a esperança: "Quem sabe isso quer dizer amor…" E o amor não tem preço, nem medida. Ele é o alimento para o corpo, para a alma, para aqueles que lutam para sobreviver e para aqueles que têm tudo, mas ainda assim, sentem falta de algo. A música é o que une, o que não separa. Ela não escolhe classe, não escolhe cor, não escolhe quem ama, nem quem chora. "O nosso amor a gente inventa" — e com isso, criamos um novo caminho. E a cada passo, a cada nota, a cada verso, somos todos iguais: seres humanos, plenos em nossa dor, mas também em nossa capacidade infinita de amar.