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Frase de Carlos Coléct

A busca do ser humano é essencialmente uma busca por um Sagrado (deus = organismo materno) que lhe remeta a um esquecimento da existência, tal como na vida intrauterina que outrora vivenciamos. Deus, em um dos meus conceitos, é uma palavra que criamos para expressar a ideia de um poder oculto e sem face com o qual sentimos conexão por meio de um cordão umbilical no interior do ventre. Esta ideia de Deus está registrada na mente de todo ser vivo que nasce de um útero. Desta forma, de alguma maneira, buscará uma reconexão com este Sagrado para reviver o afastamento da dor e a completude do ventre.

Carlos Coléct

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Carlos Coléct

Alguns dizem que por ser amigo não pode ser Amor, pois o Amor levará o que há de bom para o finito. Mas por que o Amor tem que ser inimigo?! Para mim, o nível mais profundo do Amor, sendo o motivador da longevidade, é a conciliadora chamada Amizade. Nela, ainda que se tenha a dor…
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Alguns dizem que por ser amigo não pode ser Amor, pois o Amor levará o que há de bom para o finito. Mas por que o Amor tem que ser inimigo?! Para mim, o nível mais profundo do Amor, sendo o motivador da longevidade, é a conciliadora chamada Amizade. Nela, ainda que se tenha a dor, o amar é com sinceridade! Por isso na conquista de uma união, antes de tudo, melhor é conquistar a Amizade, pois não se sustenta um relacionamento apenas com romance e sedutores olhares e sim com a cumplicidade e reciprocidade existente na profunda Amizade! Existem tipos de amizades e há uma em especial, aquela em que se passam as horas e não se percebe chegar o “tarde”. Amizade com cor! Como distanciá-la do Amor?! Ela é uma de suas faces. É a coberta quando se vai o calor!

Não estou mais tão preocupado em impor razões sobre a vida. Por que buscaria impor razão se, no final das contas, a minha razão se torna a desrazão de alguém? Não que não posso ter razão, posso e tenho a minha razão, mas ela é minha, só minha e de mais ninguém. Afinal, o que é a…
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Não estou mais tão preocupado em impor razões sobre a vida. Por que buscaria impor razão se, no final das contas, a minha razão se torna a desrazão de alguém? Não que não posso ter razão, posso e tenho a minha razão, mas ela é minha, só minha e de mais ninguém. Afinal, o que é a minha razão senão somente a minha miragem da vida?! Miragem que, por um momento, surge no horizonte pelo muito caminhar sob o sol do deserto existencial. As nossas razões são miragens, são visões, são oasis dos nossos desejos que aqui estão e logo se vão. Aproximo-me e ela some com a areia, não posso tocar e nem com a água me refrescar. A miragem se vai e com ela também a minha razão se desfaz. Continuo a caminhar sob o sol e uma nova imagem da areia começa a brotar. Mais uma razão toma forma no horizonte, mas sei que também irá se transformar até que eu deixe de caminhar. Por isso não me preocupo em impor razões sobre a vida, pois elas aparecem como as miragens, belas paisagens que só aos meus olhos cabem!

O CORAÇÃO BOM E O CORAÇÃO MOLE Em uma esquina qualquer se esbarram dois Corações. Um tem a face meiga, suave, olhos doces e em uma das mãos carrega flores e na outra um cesto cheio de coisas sem valores. Ama a todos e por amar crê que deve aceitar tudo o que lhe dão de qualquer…
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O CORAÇÃO BOM E O CORAÇÃO MOLE Em uma esquina qualquer se esbarram dois Corações. Um tem a face meiga, suave, olhos doces e em uma das mãos carrega flores e na outra um cesto cheio de coisas sem valores. Ama a todos e por amar crê que deve aceitar tudo o que lhe dão de qualquer maneira e assim, faz do seu cesto uma lixeira. Vem sorridente pela esquina, mas ao dobrar, algo me chama a atenção: dele escorrem algumas gotas pelo chão. O outro também tem a face meiga, suave, olhos doces, porém em uma mão tem flores, na outra uma peneira e pendurado ao pescoço um molho de chaves. Mas por que chaves?! Então entendi que são as chaves da sua porta e as dá para quem com ele se importa. E a peneira? É porque ele ama a todos e por amar não aceita tudo de qualquer maneira e por isso passa pelo crivo da peneira. E as flores, reserva à gentileza. Um diz ao outro: — “Olá, eu sou o Coração Bom, pois só tenho flores e recebo tudo sem olhar valores!”. O outro retribui o cumprimento, mas diz: —“Olá. Não, você não é o Coração Bom, embora pareça, você não é, você é o Coração Mole!” —“Mole?!” —“Sim! Derrete-se pelo chão e em pouco tempo estará mergulhado em entulhos por não conseguir dizer “não”. Eu sou o Coração Bom, pois não tenho só flores, tenho também chaves e peneira que me preservam em dignidade e de me tornar uma lixeira.

Corri, corri! Passou, não percebi! Olhei, mas não vi! Páginas que não li! A velocidade passa tão depressa. A rapidez se precipita pelas ruas e passarelas. As ações se multiplicam na agilidade que não cessa. Acelera-se a Vida tornando-a sintetizada, sintética, um sumário de ideias…
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Corri, corri! Passou, não percebi! Olhei, mas não vi! Páginas que não li! A velocidade passa tão depressa. A rapidez se precipita pelas ruas e passarelas. As ações se multiplicam na agilidade que não cessa. Acelera-se a Vida tornando-a sintetizada, sintética, um sumário de ideias vagas ou um breve comentário na contra capa. Resumida em uma sinopse sem detalhes abrevia-se o seu contexto e suas frases. A Vida é um livro que contém segredos que despertam o coração pulsante, mas quando se torna somente um livro fechado sobre a estante é sobremaneira desinteressante. Desacelerar os passos e diminuir o ritmo é preciso para abrí-lo e fazê-lo com atenção, lido e absorvido. Contudo não de todo compreendido, pois talvez nunca o seja, até porque não é um livro escrito para ser compreendido e sim para despertar a visão para o que é bonito e o que é bonito muitas vezes está além do que é entendido.