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Frase de Carlos Figueredo

“O Caos na Avenida Central” No principio era um dia como outro qualquer; um dia de folga. Aproveitei então para resolver questões pessoais de rotina. Já não era mais cedo, também ainda não era tão tarde. Afinal era uma tarde. Enquanto eu caminhava pela avenida central, percebi que algo além do normal pairava pelos ares. Pressenti que o clima era tenso. Observei a reação das pessoas que ali passavam; e de outras que ali permaneciam. Uma criança chorava no colo da mãe, que se apressava em atravessar a rua. Outras maiores eram imediatamente puxadas pelo braço em companhia de seus pais. A senhora se ajeitava com sua sacola de compras. Em instantes percebi que pessoas corriam pela calçada. A tensão era constante e progressiva. Pessoas se refugiavam em algum canto, outras procuravam abrigo onde houvesse. Seu Joaquim da padaria imediatamente tratou de baixar uma das portas. O grupo de estudantes se aglomerava no ponto de ônibus, e logo se espremiam para entrar na condução. O ciclista em desespero largou sua bicicleta e correu para o armazém. Percebi então que a tensão aumentava e a reação das pessoas era cada vez mais freqüente e conturbada; O desespero era notório em meio a tamanha confusão. Os ambulantes tratavam logo de recolher suas mercadorias, outros se apressavam em baixar suas barracas. Moradores locais espiavam das sacadas, e logo davam jeito de fechar suas janelas. Em meio a toda algazarra surgiam homens da guarda municipal que corriam em direção a marquise. Mais adiante, militares com seus cães atravessaram a rua em direção ao ponto de ônibus; outros se adentravam na galeria comercial. Um soldado fazia gestos para o restante da tropa que rodeava o quarteirão. Os pombos assustados levantaram vôo. Pardais rodeavam a torre da catedral e logo sumiam entre os prédios. Ouviam-se barulhos. As vezes agudos, as vezes mais graves. Logo as barracas eram aos poucos atingidas. Os automóveis estacionados, nem mesmo os que estavam em movimento escaparam. Pessoas que não se abrigavam, ou aquelas que andavam distraídas também eram atingidas. Alguns ainda tentavam correr para um lugar seguro. Enquanto eu permanecia ali, imóvel, observando toda aquela algazarra... Fui atingido no ombro direito, depois no esquerdo... Naquele momento fiquei sem reação. Fui atingido novamente no ombro direito, depois no braço, no peito... Ouviam-se vozes gritando: Saia logo daí! Percebi então que a rua se embranquecia pelo granizo que caía do Céu. A chuva era o de menos; molhava, mas inicialmente não fazia mal. Mas o granizo quando batia na cabeça, incomodava bastante. Fui imediatamente para a marquise e esperei que a chuva passasse. Fiquei ali o resto da tarde observando o caos da tempestade inesperada que agitava a correria urbana. (Carlos Figueredo)

Carlos Figueredo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Carlos Figueredo

Ei, psiu...! você aí. Larga de besteira!!! Aprenda uma coisa... Você está precisando disso. O verdadeiro sonho é aquele que podemos enxergar.
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Ei, psiu...! você aí. Larga de besteira!!! Aprenda uma coisa... Você está precisando disso. O verdadeiro sonho é aquele que podemos enxergar. Não se iluda com certas coisas... Nem tudo nessa vida vale a pena de verdade. Fortalece primeiro o seu coração e tudo mais será perfeito. Cuide dele e não se preocupe com as coisas que estão por vir. Não se apresse, não se aflija, não se precipite! Problemas existem sim... Mas saiba que Deus está contigo. Não se auto condene, não tenha auto piedade. Isso te consome por dentro. Levanta! Toma teu rumo...! Há pessoas muito mais fracas e com problemas muito maiores do que o seu, e ainda estão de pé e dando risadas por aí. Tenha sonhos! Mas tenha sempre o pé no chão. Viva seus dias como se fosse o único, sem criar muita expectativa pra amanhã. Viva o Hoje...!!! Acorde pela manhã e diga: Bom dia Senhor! Eis-me aqui... O que vamos fazer hoje? (Carlos Figueredo)

“ANJO AMIGO” Um dia sonhei em ser anjo. Anjo desses que andam por aí... Quem me dera ser...
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“ANJO AMIGO” Um dia sonhei em ser anjo. Anjo desses que andam por aí... Quem me dera ser... Poder tocar nos corações aflitos, aliviar a dor de uma mágoa... Abrir um sorriso no rosto daquele que chora. Interceder por quem tem sede de uma vitória. Mostrar a luz no caminho obscuro daquele que anda nas trevas. E na escuridão da noite, fazer se encontrar aquele que está perdido. Aquecer com um abraço, a madrugada fria de quem teve amargura. Pudera eu, reanimar aquele que teve o coração ferido pela vaidade. Enxugar as lágrimas que caem no rosto abatido pela dor da saudade. Tomar pela mão quem está caído, e oferecer um ombro-amigo. Ainda que eu nunca tenha sido Anjo... Ou nem mesmo um dia me torne... Pudera eu, ao menos dizer... Se eu não puder enxugar suas lágrimas, chorarei contigo. Enquanto em vida, poderei ao menos olhar nos olhos e dizer... -Não tenha medo, Deus me disse que tem planos pra você. Eu e Deus, nós estamos contigo! (Carlos Figueredo)

É dia de pensamento poético. Algo que você não sabia, ficará sabendo nessas linhas... O poeta não é aquele que simplesmente inventa o que escreve.
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É dia de pensamento poético. Algo que você não sabia, ficará sabendo nessas linhas... O poeta não é aquele que simplesmente inventa o que escreve. Muito pelo contrário. Bem mais que simplesmente escrever o que pensa, o poeta escreve aquilo que sente. Muitas vezes aquilo que vive. Se queres conhecer o poeta, observe as suas palavras. Elas são verídicas. (C.F)