Pular para o conteúdo

Frase de Ana Gelma Lopes

Entre o Indizível e o Infinito. Há dias em que me leio por dentro e me descubro escrita nas entrelinhas de Clarice. Porque nela encontro esse espelho raro, onde o íntimo não se esconde apenas pulsa. E quando encosto meu silêncio no silêncio dela, entendo por que diz: “Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.” Talvez porque eu também deseje o indizível, o que não cabe no mundo, mas insiste em caber dentro de mim. Vinícius, então, chega como quem abre uma janela para a alma respirar o que é essencial. Ele afaga minhas dores, desamarra minhas paixões, e relembra que o amor não precisa permanecer para ser eterno: “Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.” E é nesse infinito breve que encontro a beleza do que sou e do que sinto. Sigo assim, entre Clarice e Vinícius, como quem caminha por um corredor de luz e sombra, observando meus próprios contornos, aceitando o que é brasa, acolhendo o que é vento. Na elegância dos meus pensamentos soltos, me reinvento. Na profundidade dos versos que me escolhem, me encontro. E na vida, essa poesia que não se explica e continuo sendo rascunho e revelação.

Ana Gelma Lopes

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Ana Gelma Lopes

Anacrônico Carregar ideias anacrônicas é como vestir roupas que já não cabem,
Continuar lendo

Anacrônico Carregar ideias anacrônicas é como vestir roupas que já não cabem, forçar o passo em sapatos gastos, tentar reviver um tempo que já partiu. Nada mais pesado que carregar pensamentos anacrônicos em tempos de mudança. Pensar com ideias anacrônicas é viver preso ao passado. A vida não espera relógios parados, ela pede olhos que vejam o agora, corações que se abram ao presente, coragens que caminhem adiante. O passado é raiz, não prisão. O futuro é semente, não ilusão. E o presente — esse instante vivo — é o único solo fértil onde floresce a transformação.

A Senhora que Me Tornei Tornei-me a senhora das plantinhas, que conversa com folhas em silêncio e encontra beleza em cada broto que nasce.
Continuar lendo

A Senhora que Me Tornei Tornei-me a senhora das plantinhas, que conversa com folhas em silêncio e encontra beleza em cada broto que nasce. A senhora dos animais, que se derrete por um olhar sincero e entende que amor também pode ter quatro patas. Tornei-me a senhora que gosta de ler, de escrever pensamentos soltos, de deixar palavras escaparem do peito sem precisar que tudo faça sentido. Porque algumas coisas não foram feitas para serem explicadas, apenas sentidas. Tornei-me a senhora que ama o próprio lar, que aprendeu que casa não é apenas endereço: é refúgio, cheiro, música, plantas, memórias espalhadas pelos cantos e a paz de saber que ali existe um pedacinho de mim. Tornei-me a senhora que ama ficar sozinha, não por falta de companhia, mas porque descobriu o privilégio de gostar da própria presença. A senhora que coloca uma música aleatória, deixa a playlist escolher o caminho e, entre uma canção e outra, viaja por lembranças, sentimentos e versões de quem já fui. Sou a senhora das séries e dos filmes, dos pequenos prazeres, das histórias que me fazem rir, chorar ou simplesmente esquecer o relógio. Sou também a senhora da fé, da espiritualidade, dos silêncios que conversam com o universo, daquilo que os olhos não veem, mas o coração reconhece. E descobri hobbies que são realmente meus: a canoagem, a hidroginástica, a pesca e tantos outros caminhos que ainda quero experimentar. Já amava a praia e a natureza, mas agora parece que o coração aumentou de tamanho e passou a caber ainda mais céu, mais mar, mais verde e mais liberdade. Tornei-me a senhora das fotografias, aquela que registra tudo, porque aprendeu que o tempo não pede licença. Fotografo sorrisos, lugares, encontros, detalhes... não para guardar imagens, mas para guardar versões de mim que um dia vou querer visitar novamente. E que privilégio é chegar até aqui... Ser mulher depois dos quarenta é olhar para trás e reconhecer a menina dos anos 80, a jovem dos anos 90, a mulher que atravessou os anos 2000 e todas as suas transformações. Eu vi o mundo mudar. Vi fitas virarem CDs, CDs virarem arquivos, cartas virarem mensagens, esperas virarem notificações. Vi modas nascerem e voltarem, músicas se tornarem eternas, tecnologias transformarem vidas e, no meio de tanta evolução, eu também evoluí. Hoje não quero mais correr para acompanhar o mundo. Quero caminhar no meu próprio ritmo. Quero cultivar plantas, amar animais, ler livros, escrever pensamentos, navegar, pescar, nadar, contemplar o mar, assistir a um bom filme, ouvir uma música sem motivo, orar, agradecer, fotografar e simplesmente existir. Porque talvez amadurecer seja isso: descobrir que felicidade não mora nas grandes conquistas que os outros enxergam, mas nos pequenos detalhes que fazem a nossa alma sorrir. E assim, entre memórias, fé, natureza, livros, músicas, fotografias, bichos, plantas e pensamentos soltos, vou conhecendo uma nova mulher. Não a mulher que esperavam que eu fosse. Mas a mulher que finalmente eu escolhi ser. A senhora das pequenas coisas. A senhora dos grandes sentimentos. A senhora do seu próprio tempo. A senhora que aprendeu a se pertencer. E, sinceramente? Que bonito é ser a senhora que me tornei.

Meu eterno filho Scott. Hoje, estou conseguindo colocar pra fora meus sentimentos em uma narrativa descrever tudo que estou sentindo durante esses dias desde do último adeus 08/07. Scott, o primeiro filho que Deus colocou em meus braços. Dizem que filhos são presentes de Deus.…
Continuar lendo

Meu eterno filho Scott. Hoje, estou conseguindo colocar pra fora meus sentimentos em uma narrativa descrever tudo que estou sentindo durante esses dias desde do último adeus 08/07. Scott, o primeiro filho que Deus colocou em meus braços. Dizem que filhos são presentes de Deus. Eu acredito nisso de todo o coração. Talvez eu não tenha filhos humanos, mas Deus escreveu a minha história de outra forma e, em 2014, colocou em meus braços o meu primeiro filho de quatro patas. Meu Scott, olhinhos pretos iguais aos meus. Você foi meu companheiro de vida, meu porto seguro nos dias difíceis, meu motivo para sorrir nas manhãs comuns, meu abraço silencioso quando as palavras não eram suficientes. Ao longo desses anos, colecionamos momentos que o tempo jamais apagará. Você esteve presente em fases felizes, em dias de lágrimas, em conquistas e recomeços. E, sem dizer uma única palavra, sempre soube exatamente do que eu precisava. Depois vieram a Cindy e Bento, seus irmãos de caminhada, que também preencheram a minha vida com amor. Você foi o primeiro... Aquele que me ensinou o verdadeiro significado de ser mãe de pet. Desde a sua partida, minha voz ficou embargada. Existe um silêncio dentro de mim que só quem já amou um animal entende. Porque o amor deles é puro, leal, inteiro. Não conhece interesse, não exige perfeição. Apenas ama! Tive o privilégio de segurar você em seus últimos momentos. Pude dizer o quanto era amado, agradecer por cada dia vivido ao seu lado e me despedir com todo o amor que existia em meu coração. Quando suas cinzas encontraram o mar, no meu lugar preferido, não foi um adeus. Foi um reencontro com a eternidade. Hoje, cada onda que toca a areia me faz acreditar que você continua livre, leve e presente. O mar leva a saudade, mas devolve as lembranças. E são elas que agora habitam meu coração. Obrigado, meu filho. Obrigado por ter escolhido a minha vida para viver a sua. Enquanto eu existir, você continuará existindo em mim. Porque o amor verdadeiro não termina com a despedida. Ele apenas aprende uma nova forma de permanecer. Scott 17/07/2014 ✝️ 08/07/2026 🐾 Para sempre, o meu primeiro filho. Para sempre, o amor mais puro.

Sinfonia do Silêncio Ah... o café desperta primeiro que o dia. Seu aroma percorre a casa
Continuar lendo

Sinfonia do Silêncio Ah... o café desperta primeiro que o dia. Seu aroma percorre a casa como se conhecesse cada lembrança que ainda mora em mim. A madrugada continua acordada. A chuva escreve no telhado aquilo que o mundo nunca aprenderá a dizer. Cada gota toca o chão com a delicadeza de quem sabe que até o silêncio tem som. Há uma música baixa. Ou talvez seja apenas a chuva inventando notas que nenhum instrumento alcança. E eu... permaneço aqui. Com os pensamentos soltos, não porque estejam perdidos, mas porque algumas verdades não suportam ser aprisionadas. Escrevo. Não para que me leiam, mas para que minha alma não se esqueça de quem é. Há quem faça barulho para existir. Eu aprendi a existir no silêncio. Foi nele que encontrei respostas, que reconheci partidas necessárias, que compreendi que algumas presenças só sabiam permanecer enquanto lhes era conveniente. Hoje já não me entristece. Assim como a chuva não pede licença para cair, também aprendi que a vida não pede permissão para ensinar. O café esfria. A chuva continua. A música permanece. E eu sigo escrevendo. Porque existem madrugadas em que Deus não responde com palavras. Responde com o perfume do café, com a chuva lavando os excessos da alma, com o silêncio que fortalece, e com a serenidade de quem já não precisa provar quem é. Há uma paz que só encontra quem teve coragem de caminhar sozinho. E, desde então, cada página que escrevo não é apenas tinta sobre papel. É a minha própria alma aprendendo a florescer mesmo nos dias de chuva. Sendo assim, sigo na silenciosa sinfonia.