Frase de Luiz De Oliveira
Desperto contra meu próprio olhar Entre as brasas frias de um sonho Queimando no céu com ínfimo pesar Fugindo de um semblante tristonho Em situações de conforto traiçoeiro Meu cérebro encontra suas ruínas Entre as gélidas garras do nevoeiro E na distância de uma voz trêmula Meio ou totalmente ofuscada Tento me erguer perante à flâmula Envolto em sua bruma dourada Em pisos de vidro num jogo mental Cegado por seu olhar sorrateiro Me encontro em um desejo carnal Entre eu, eu mesmo e o nevoeiro Agora sou um corpo que navega Em um riacho vivo em tormenta Dedilhada em uma onda incerta Confundido em cinza e magenta Navegando por sóis em inércia Ordenado por lascívia e desejo Despejado em escárnio e covardia Me encontro no calor de um beijo Abaixo de uma lua outrora fria Flutuando no tártaro do nevoeiro
No pensador.ai desde