Frase de Pablo Henrique Cabral Lisboa
Deserto Perdido no deserto, carrego minha cegueira, onde a solidão se expande em cada grão, e as miragens dançam como oásis, promessas escuto com anseio, tecendo a mente em redes de delírio. O chão arde sob meus pés, cada passo é um fardo, a verdade oculta se revela, queimando os olhos, ao enxergar além, tropeço no desespero; a liberdade resplandece, mas a esperança se evapora, como a carta funesta que ela deixou. Caminho por este deserto de ilusões, traços de luz que acentuam a dor. E, ao final, pergunto-me com pesar: sou eu o autor da minha narrativa, ou mero espectador, à mercê de um show de Truman, aprisionado na cena de uma vida encenada?
No pensador.ai desde