Pular para o conteúdo

Frase de Rafael Aguirra

Isso é o de menos, toda essa dor, todas as dificuldades, todo excesso de pensamentos, isso tudo é só a vida passando. O corpo suportando, espezinhando, a irritação, a preocupação, a depressão, é a vida com seus traços de morte. É o processo, é o organismo processando, absorvendo, mastigando as necessidades. É a mente assimilando as ambiguidades. A pele é uma coceira nervosa coçada por unhas roídas em horas de nervosismo. Isso tudo é o de menos, isso tudo é o que temos. O que vemos, mas não o que somos. Não o que queremos. Não o que almejamos. Que seja um dia o que fomos, pois não é o que sonhamos, nossos planos geram danos, que sejamos planejados para o que fomos gerados. De fato, no momento exato, estejamos aptos à disposição do perdão, com as portas abertas para encher a casa. Com a família toda reunida, com o melhor que há da vida. A reunião das experiências de quem viu as consequências de viver voltado pra si mesmo. As lagrimas vem por lamentar as conveniências massacrantes que reduzem tudo a um empurrão diário. Eu sobre mim já cansei, sobre ser já cessei, sobre andar já parei, já sonhei que dormia e gritei de alegria a verdade tardia que já me dizia que um dia seria. Pesadelos são sempre sobre o que deixamos de fazer. Convulsionado pela solidão de movimentos quase involuntários em dias sombrios de verão. Os dias nublados são e serão os mais belos dias de reflexão. Pela incomum visão de preenchimento e criatividade e não de escuridão. Pelas cores ocas e sucintas de uma nuvem prenunciando a chuva. Pelas poucas dores resumidas em um dia incomum e perfeito, pois o grande feito é suportar a dor e vê-la sumir. Que seja em mim o que acreditas que eu posso ser. Que em mim seja viva a esperança vívida do eterno viver. Isso tudo salta agoniado tentando existir, vindo à tona e perseverando nos corações obstinados. Isso tudo é a vida tentando viver. Um dia seremos a realização de um sonho sonhado antes de nascermos. Por enquanto sou um verme lutando para que a tristeza seja um sentimento em extinção. A vida preenchida com vislumbres de amor, revidando a ilusão de sermos condicionados à completa exclusão. Quando a morte morreu, a vida passou a ser a eterna conclusão.

Rafael Aguirra

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Rafael Aguirra

Me sinto só, afligido como jó, a noite chega e minha mente é um branco esperando escurecer.Me sinto triste , me sinto pesado, apoiado no próprio cansaço, a dor é uma laço que enforca a alma. A intensidade me faz parecer profundo, mas me sinto raso como uma piada. Me sinto fraco c…
Continuar lendo

Me sinto só, afligido como jó, a noite chega e minha mente é um branco esperando escurecer.Me sinto triste , me sinto pesado, apoiado no próprio cansaço, a dor é uma laço que enforca a alma. A intensidade me faz parecer profundo, mas me sinto raso como uma piada. Me sinto fraco como um doente e exausto como um fim de dia. A negatividade vem como um exército pronto para atacar e a sinceridade vem como estratégia contra o inimigo. E sinto que a esperança e a perseverança estão em algum lugar próximo a percepção mais distante. Meus devaneios me levam a um tempo totalmente perdido e meus anseios desvanecem no sono, em sonhos longos e confusos. O meu corpo sente a angústia de ser carne, sobre a qual os meus ossos não se responsabilizam.É assim que me sinto e é assim que concluo que somente quando tuas mãos são também meus muros, posso descansar seguro.

Sobre a superfície residem todas as minhas desculpas Sobre os meus passos, toda minha hesitação Pra onde apontam os meus olhos, todos os meus bons motivos
Continuar lendo

Sobre a superfície residem todas as minhas desculpas Sobre os meus passos, toda minha hesitação Pra onde apontam os meus olhos, todos os meus bons motivos Sobre os meus movimentos, todo o meu cinismo No âmago do meu coração, toda a minha confissão Sobre os meus pensamentos, o máximo de mim Por entre os edifícios, abismos sem fim Sobre a minha pele, a poeira da estrada Sobre a minha lentidão, uma longa caminhada Todos em minha volta em uma jornada rumo ao nada Sobre toda a cabeça uma sentença traçada Sobre todos os olhos uma escolha ofertada Sobre toda consciência uma loucura confessada Sobre toda vida a surpresa de uma morte já esperada Sobre toda morte uma certeza incerta Há um construtor, muito além do horizonte Construindo uma ponte que nos leva até a fonte Que esclarece as confusões que nos tiram o sono Abre as portas do abrigo, faz cessar o abandono Sobre a sua superfície, toda a razão de ser Sobre os seus passos, a certeza de um abraço Sobre os teus olhos todo o saber Sobre os teus movimentos todo poder No âmago do teu coração, o teu perdão Sobre os seus pensamentos, o máximo de elevação Por entre as nuvens, morada sem fim Sobre a sua pele, o sangue derramado por mim Sobre a sua lentidão, o reter da sua ira Todos distantes de ti em uma jornada rumo ao nada Não há como concluir, essa história terá fim no final da caminhada No completar da verdade, no inicio da eternidade.

Um dia vamos nos encontrar, matar a saudade, contar novidades Abraços longos, passos lentos, sem pressa e sem medo de algo dar errado Um dia haverá um grande dia, que nunca termina
Continuar lendo

Um dia vamos nos encontrar, matar a saudade, contar novidades Abraços longos, passos lentos, sem pressa e sem medo de algo dar errado Um dia haverá um grande dia, que nunca termina Espero que todos estejam por lá Ao menos aqueles que escolhem entrar Vislumbres agora, visões incompletas enquanto demora Esperando o tempo em que a hora marcada deixar de ser hora Um dia sem noite com sonhos reais Crianças brincando com os animais E uma luz que ilumina um reinado de paz Não haverá lua, não haverá sol A luz será tua, eterno farol...

Hoje estou bem, hoje sei, cada dor que senti, já passou e passei, resisti Na memória circulam lembranças do que já vivi, E passam por mim como se eu fosse uma estrada a ser percorrida,
Continuar lendo

Hoje estou bem, hoje sei, cada dor que senti, já passou e passei, resisti Na memória circulam lembranças do que já vivi, E passam por mim como se eu fosse uma estrada a ser percorrida, É uma corrida que ainda não chegou ao fim Menosprezei o que se aperfeiçoou em mim Como alguém que não tem voz,dublando um não, dublando um sim, Impotente, inocente procurando coerência Sem nenhuma concorrência para ser tão infeliz Pisando leve e devagar, aguardando tropeçar Estagnando e afundando, sem limites pra pensar Divagando, atravessando a fronteira do sonhar Tomando distância, e guardando energia pra poder voltar É necessário que o mundo caia, para que eu caia de joelhos E a tua mão segure a minha e me ajude a atravessar o mar Quando tudo desmoronou, me resgatou dos escombros Quando não tinha mais forças, me carregou em seus ombros Quando já não tinha vida, me soprou folego novo Geminou em terra morta, fez chover em plena seca Me acordou de um pesadelo, fez curar minha ressaca Eu que estava como cego,martelado como prego, ensurdecido pela dor Tua graça fala alto ao ouvido do perdido, ao rendido ao teu amor