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Frase de Ligia Tosetto do Prado

Quando me tornei dona do meu próprio tempo Me permiti almoçar com calma e ouvir as histórias de meus avós. Consegui acordar cedo e com bom humor. Ouvir uma boa música, pisar na grama e, aos poucos, perceber o dia lindo que nascia. Adquiri um pouco de conhecimento e cuidei do meu corpo. Aquele velho ditado "meu corpo, meu templo" passou a ser mantra. Cuidei da alimentação, escolhi meus alimentos e, finalmente, comecei a cozinhar. Percebi que saber como é feito e de onde vem meu alimento influenciava nas escolhas que fazia ao comer. "-Vai tanta tranqueira assim em um brownie?" "-A felicidade vem, também, com suas adversidades." E que delícia saboreá-las! Comecei a prestar atenção no simples ato de respirar. Andar de bicicleta tornou-se mais complexo que simplesmente ir a algum lugar. Era a vida pulsando em mim. Consegui ouvir com mais atenção e focar mais no momento presente. As simples trocas de cada dia se tornaram mais carregadas de sentido. E ainda pretendo tanto... Voltar a tocar, dançar e aprender tantas outras coisas. O tempo se tornou, novamente, escasso. Não por me acumular de coisas que eu não quero fazer. Mas por ser curto demais pra tudo que a vida oferece! Eu sei: vivo num plano ideal e temporário. Mas, a vida, em sua essência, não o é? Temporária em cada segundo; ideal em sua essência? Por que não fazer da "vida real" a "vida ideal"? E se, todos, universalmente, ousássemos ser donos de nossos tempos? Que grande revolução viveremos! (E digo "viveremos" por acredito que ela virá!) Até vejo o capital, finalmente, numa cova, revirando-se...

Ligia Tosetto do Prado

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Pensador.com

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Outras frases de Ligia Tosetto do Prado

Entremundos Quando entro no seu mundo, eu gosto de prestar atenção. Ouvir cada detalhe e ver a sua expressão. O que faz o seu olho brilhar? O que te faz baixar o olhar?
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Entremundos Quando entro no seu mundo, eu gosto de prestar atenção. Ouvir cada detalhe e ver a sua expressão. O que faz o seu olho brilhar? O que te faz baixar o olhar? Eu não quero a síntese. Eu quero todo o enredo: qual o reflexo de cada momento? Me mostre, eu quero ver. Melhor, eu quero ouvir. Me deixe descobrir qual é a SUA palavra. Sim, aquela que você sempre usa quando está muito feliz. O que faz seu corpo fluir? Percorra lugares, caminhe até o cais. Fale onde a maré nos afoga. No silêncio, prometo não perguntar mais. Divido a minha corda. Segure a minha mão, me levanta desse chão. Sorrio onde a luz é plena. Contorne um a um os meus espinhos. Te juro não desistir na subida. Na descida, perdoe meus tropeços. Sim, estamos sozinhos no escuro. Eu tenho uma vela. Podemos acendê-la. Que tal uma fogueira? Me leve pro seu melhor lugar. Me deixe participar. Fale sobre o cheiro, o som e as cores. Viu? Te trago flores. Entre aromas e sabores, agradeço a viagem entremundos. Mesmo que, às vezes, mudo. Ainda que um pouco surdo. Talvez cego por segundos. Todos temos nossos vultos, sombras e sussuros. Está bem. Explorar mundos pode ser inseguro. Prometo respeitar o tempo da visita. Me disponho a retribuir a visita. JEscolhe aí: um vinho ou uma pizza. Me despeço em bom tempo. Enaltecermos a saída. Lembre, despedida é convite. Saio de mansinho, te solto com carinho. Um dedo de cada vez. Até que nossas mãos se soltem de uma vez. Pela primeira vez, eu olho para trás. Até mais. www.surrealizacion.com

A importância de se sentir ridículo Nesse mundo de imagens, submeter-se ao ridículo é um ato de coragem. Mas o que é o ridículo senão um potencial ato julgado pelo olhar? E mais, do outro que sequer sabe o que você tem pra contar.
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A importância de se sentir ridículo Nesse mundo de imagens, submeter-se ao ridículo é um ato de coragem. Mas o que é o ridículo senão um potencial ato julgado pelo olhar? E mais, do outro que sequer sabe o que você tem pra contar. Temos medo de nos mostrar. Dominamos nossos atos pensando que sua extensão poderá causar repressão. Valorizamos a opinião alheia sobre quem somos antes mesmo de descobrirmos quem somos. Parece coisa de louco, não? Rs Levamos a imagem que criamos de nós tão a sério. Nos levamos a sério mais do que deveríamos. São gestos contidos, jeitos de vestir podados. Personalidades encaixotadas e emoções totalmente perturbadas. Temos medo do julgamento porque, bem lá no fundo de nós, julgamos. O julgador em nós prevê o julgamento alheio. Livre-se do martelo. Você é o juiz da sua vida e de mais ninguém. Nesse caso, atenue a pena, leve em consideração o histórico de vida e faça o balanço. Seja gentil. Nossa gentileza conosco, reflete nos outros. Amor por seus próprios movimentos liberta você e o outro. Eu quero conhecer o verdadeiro você escondido atrás de palavras não ditas e gestos contidos. Seja ridícul@. Eu também sou. Feliz por ser quem sou.

Me perdoe Pelos meus privilégios. Pelos espaços que ocupei e pelos momentos em que não silenciei. Pelo fato de ter tanto preconceito mesmo sem perceber.
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Me perdoe Pelos meus privilégios. Pelos espaços que ocupei e pelos momentos em que não silenciei. Pelo fato de ter tanto preconceito mesmo sem perceber. Por favor, me conscientize de sua dor. Me diga que espaços estou perdendo de ver. Me mostre como posso te ajudar. Me mostre como posso te deixar falar. Tenho muito a aprender. Só posso fazê-lo através de você. Me conte tudo o que se passou. Ou não. Eu estou aqui. Pronta para ouvir. Quando o espaço de fala não me é justo de preencher, prometo aprender a silenciar. E se por acaso você quiser me abraçar, saiba que também estarei aqui. Receba minha gratidão pela sua existência. Pela possibilidade de sentir tanto além de mim.

Quem sou Eu? Um dia eu me fiz essa aparente simples pergunta. Me neguei a aceitar meu cargo, meu histórico escolar ou meus títulos para designar quem eu era.
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Quem sou Eu? Um dia eu me fiz essa aparente simples pergunta. Me neguei a aceitar meu cargo, meu histórico escolar ou meus títulos para designar quem eu era. Me comprometi a descobrir o que me fazia bem e como poderia despertar nas pessoas a importância de prestar atenção nos momentos simples da vida. Percebi cedo que as conquistas do mundo do sucesso tampouco preenchiam quem eu era. Senti a tristeza do desencantamento. O mundo por um segundo se torna um local escuro de se viver quando todo o seu foco é o dinheiro. Descobri em encontros inesperados, longas conversas que alternavam uma fala sincera e uma escuta comprometida o preenchimento de partes de quem eu seria. Percebi logo cedo o valor de uma troca. O profundo toque do amor em um abraço. Somos muito mais do que imaginamos ser. O mundo nos reserva tantos bons momentos quanto permitamos que ele apresente. Está tudo dentro de nós. Quem sou Eu? A pergunta mais enigmática, desafiadora e a única pela qual faz sentido viver.