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Frase de Josie Conti

Transparência ofende Nos últimos dias estive refletindo sobre qual é a diferença entre ser uma pessoa transparente, que não tem grandes coisas a esconder simplesmente porque não tem vergonha de ser quem é (com todo o pacote de defeitos e qualidades que traz consigo) e, por outro lado, ser alguém que se expõe demais. Cheguei a conclusão que tudo depende das “lentes” de quem observa, do meio em que a pessoa está inserida e do grau de compreensão e censura que o observadores, de maneira geral, dedicam a quem tem coragem de dizer ao mundo quem é ou quem acha que o outro é, como no caso das polêmicas das biografias não autorizadas que vem sendo tão discutidas nos últimos dias. Pensem comigo, na natureza observamos que diversas espécies de animais ao longo da evolução adquiriram características semelhantes ao seu habitat para que passassem despercebidas frente aos seus predadores. Nesse caso, discrição igual à vida. Nas guerras, por exemplo, os soldados que partiam para o ataque no front eram os primeiros a morrer. Ou seja, quanto maior a coragem, maior a chance de morrer. Culturalmente também somos alicerçados em moldes de subserviência hierárquica onde o lema ainda é “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Sendo assim, muitas vezes calar-se num ambiente social ou laboral significa autopreservação. Por outro lado, também existem em nós verdades internas, valores de vida que são formados ao longo de nossa existência e que, quando confrontados, também nos adoecem. Entenda por valores tudo o que nos é precioso como seres humanos no mundo: a maneira como queremos ser tratados, como tratamos os outros, os limites sociais. Bem, basicamente creio que são os limites de respeito e reconhecimento que precisamos ter para conviver em sociedade de maneira civilizada. Ou, em outras palavras, as ações que teremos e com as quais poderemos deitar e dormir em paz durante a noite. Vocês já se perguntaram por que admiramos tanto a arte? Vocês conhecem artistas que sentem de menos? Quem sente extrapola, derrama, transborda, choca, incomoda e, principalmente, não cala. A fala dos sentimentos aparecerá. No artista, em sua arte (seja pintando, escrevendo, esculpindo). Em nós, seres humanos normais, os sentimentos também falarão e, se sua voz não vier à tona em palavras devido aos limites sociais que geram pactos de silêncio coletivo frente às injustiças do dia-a-dia (inclusive as que acontecem conosco e com nossos amigos), falarão por doenças pois nossa mente não suporta a dor de não ser quem é. A sociedade atual é uma bomba-relógio de transtornos mentais. Depressões e quadros ansiosos são os mais comuns. Os números da Previdência Social, mesmo que subnotificados, indicam claramente o crescimento dessas doenças, desses doentes, de nossa perda da razão. Sucumbir ao que nos agride pode sim parecer o mais adequado socialmente num primeiro momento, porém, estamos criando uma sociedade de doentes mentais, de pessoas que não aguentam mais viver com tanta dor e com o aniquilamento constante das próprias vontades e sentimentos. Se a transparência ofende, que ofenda.

Josie Conti

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Josie Conti

Nem sempre a aparência de uma pessoa diz a verdade sobre como ela se sente. Assim como os cortes cirúrgicos, emocionalmente temos que esperar as cicatrizes fecharem de dentro para fora. A casquinha social que vemos por aí pode esconder as feridas mais profundas.
Sucumbir ao que nos agride pode sim parecer o mais adequado socialmente. Sabemos que o preço de falar é alto e gera coação e perseguição por quem se sente ameaçado em suas falsas verdades, na manipulação do poder e de imagens pessoais fabricadas e que precisam ser preservadas a t…
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Sucumbir ao que nos agride pode sim parecer o mais adequado socialmente. Sabemos que o preço de falar é alto e gera coação e perseguição por quem se sente ameaçado em suas falsas verdades, na manipulação do poder e de imagens pessoais fabricadas e que precisam ser preservadas a todo custo. Às vezes precisamos mesmo calar e recuar para poder continuar. A justiça, infelizmente, nem sempre está do lado de quem tem razão e também é facilmente manipulada, pois quem está no comando pode não ter os mesmos interesses do coletivo. Mas o preço disso é que estamos criando uma sociedade de corruptos de um lado e de doentes mentais do outro. Quem "tenta" ser de bem não aguenta mais viver com tanta exploração e com o aniquilamento constante das próprias vontades e valores morais. É muito triste saber que os grandes ideais como os de Justiça e Ética estejam tão deteriorados e prostituídos. Eu acredito sim que as coisas podem melhorar, pois existem pessoas lutando para isso, mas é difícil ter perspectivas.

Normalmente, as pessoas mais interessadas em debater e questionar a "ética'" dos outros, são os menos éticos...Excesso de rigidez em métodos antigos cega para diversas realidades, mesmo que elas sejam explícitas. Como eu disse outro dia, ser flexível é uma coisa, ser volúvel é ou…
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Normalmente, as pessoas mais interessadas em debater e questionar a "ética'" dos outros, são os menos éticos...Excesso de rigidez em métodos antigos cega para diversas realidades, mesmo que elas sejam explícitas. Como eu disse outro dia, ser flexível é uma coisa, ser volúvel é outra. Boa parte dos profissionais gosta de tentar encobrir formação medíocre, covardia e baixa capacidade crítica com falso moralismo. São esses que continuam, com orgulho, seguindo com a manada enquando falam mal de tudo e de todos pelas costas. Se querem ver arco-íris onde existe escuridão, que vejam.