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Frase de Mário Silveira

NOSSO RÉVEILLON Permita-me lhe escrever, antes que se finde o velho, uns versos meio tortos para um novo ano. O que terei eu a dizer senão que é tudo tão novo, e que eu te ano e te ano?! Não esqueça, por favor, e não exclua, meu amor, este velho - que tão logo morrerá em champanhes - para dar vida a um novo. (Em branco!) Vamos dar pausa no hoje, e brindar juntos o novo que somos nós. Por que esperar um futuro se ele ainda é nada? O nosso novo tá aqui, na Lua, na calçada. Nosso Réveillon é todo dia, e o branco que a gente veste é por dentro, é nossa festa, nosso circo, nossa alegria. V e m a m o r, n ã o f i q u e n u n c a a s s i m l o n g e . . . colaemmim! Fica comigo e faz tardar para sempre este 'amo' Por que, não minto, é muito. Este amo, amor, é até o todo, Por que te ano para sempre e o nosso sempre é sempre novo!

Mário Silveira

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Pensador.com

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Outras frases de Mário Silveira

SE EU MORRER AMANHÃ. Se eu morrer amanhã, por favor, não leve-me flores. Você teve uma vida inteira para isso. Também não chore de saudade, não se não tiver me buscado verdadeiramente enquanto podia. Se eu morrer amanhã, peço: não se arrependa de não ter me dito tudo que queria…
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SE EU MORRER AMANHÃ. Se eu morrer amanhã, por favor, não leve-me flores. Você teve uma vida inteira para isso. Também não chore de saudade, não se não tiver me buscado verdadeiramente enquanto podia. Se eu morrer amanhã, peço: não se arrependa de não ter me dito tudo que queria enquanto meus ouvidos eram algo que não pó. Se eu morrer amanhã - suplico -, não toque minhas mãos frias, não se nunca as tiver sentido quentes. Se eu morrer amanhã não pense em como seria se eu estivesse vivo, pois eu já estive. E passou. Se eu morrer amanhã, por favor, não diga que me ama, nem que "fui" importante. Eu já não ouvirei isso. Chore, apenas se eu lhe tiver sido bom, mas não chore se não tiver sido comigo. Leia algo meu se bater saudade, mas não leia se nunca tiver lido. Veja fotos minhas se isso fizer bem à lembrança, mas não se arrependa de nunca ter pousado junto a mim. Se eu morrer amanhã, não enlute, não se não tiver lutado comigo. Se eu morrer amanhã, não se surpreenda, morte é consequência de estar vivo. Se, por acaso, eu morrer amanhã, não olhe profundo para mim - dormido eternamente -, mas lembre-se do meu derradeiro olhar, do meu sorriso e das coisas (boas ou ruins) que eu fiz, para, por e com você. Se eu morrer amanhã, lhe peço, não me queira ver, não me queira escrever, não me queira despedir... mas só aceite, só respeite a ideia de que serei silêncio profundo, lembranças doídas e pó eterno e entenda que o que fora feito, dito ou vivido estará trancafiado num tempo chamado passado que debruça-se pouco a pouco no esquecimento e que já não flui, não volta, não muda, não vive, não vê.

ALGO SOBRE A SAUDADE Saudade é o que se sente - lá - no escuro quando a última luz se apaga triste.
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ALGO SOBRE A SAUDADE Saudade é o que se sente - lá - no escuro quando a última luz se apaga triste. Saudade é não ter algo que existe, é sentir n'alma só, um vão murmuro. Saudade é um perder-se só, consigo. Saudade é um ir nu que não vai tudo Porque fica por dentro, fica mudo. Saudade é não ter-te cá, mas comigo. Que sangre o arrebol das tardes findas e jorrem do lembrar lágrimas frias; É sinal de saudade que quer vindas. E cante eu cá saudade, dor, lamento, e cante tu, vontades de regresso, Cantaremos nós, pois, os bons momentos.

O POVO O Povo O Povo,
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O POVO O Povo O Povo, cego, surdo, mudo, nada. Nada aos lás e cás, aos gozos e ais, aos fundos e rasos, aos menos ou mais. O Povo, ópio de si, glória de outrem, mora imerso no Mar. Alheio à praia lotada, perde a festa, o pulo, a luarada. - O resto dança. O Povo nada. Partiram, os Tiranos, o Povo. Deram-lhe anéis quantos fossem os seus braços, e tiraram-lhe a força, (o abraço) Tiraram-lhe à força pro “regaço”. Pobre Povo, dos Pescadores Tiranos da Praia Partido no Talher da jogada: eles tirando muito e o Povo, Tadinho, virando nada. ... Lá, mundo de muitos mudos, Mundo de muitos tudo, mundo de tantos nada. Cá, pobres obras paradas, cofres empobrecidos e uma hierarquia encravada: Eles com todo o tudo, E o povo, contudo, nada.

SORRIA PALHAÇO, SÓ RIA! Viche Palhaço, a maquiagem borrou num respingo de lágrima.
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SORRIA PALHAÇO, SÓ RIA! Viche Palhaço, a maquiagem borrou num respingo de lágrima. Hoje a dor transcendeu o banco do camarim, O que houve, Palhaço? Viche Palhaço, As cores vivas que lhe vestem hoje desaparecem perante a alma mendiga. Hoje suas tintas dão-lhe outra cor Que cor é essa, Palhaço, que dor? Viche Palhaço, Você, tão feito de sonhos Parece imerso no avesso do riso. Que rio é esse, Palhaço, que não lhe riu? Viche Palhaço, Seu nariz vermelho tá torto, sua tinta desbotada quão folha a secar. Que cara é essa Palhaço, de noite escura? Que você tem, Palhaço? E o que não tem? Suas lágrimas sangram hoje não só por dentro. Ê, meu Palhaço, o circo lotado não lhe preenche os vazios. Ô, meu Palhaço, o riso desgastado lhe parece cansar os músculos da face... Ah, meu querido Palhaço, quem, por trás da cortina entre palco e real roubou se astral? Foi o dia? Foi a lua? Ele hoje é seu. Ela hoje é sua. Se ajeite Palhaço. Sorria. Só ria! Daqui a pouco as cortinas se abre e o show recomeça. Daqui a pouco a pipoca pulada, as tantas risadas, os pais, os filhos, a rua, chegam todos pra lhe ver. Pra rir de você, pra rir com você. Levanta Palhaço, ainda que a dor lhe aborreça, a esperança adoeça e angústia lhe pare, não esqueça; a vida ainda continua.