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Frase de Tiago Francisco Meleiro Zubiolo

Dúvida Na dúvida do amor, sofremos calados, arrependidos da inércia que nos corroerá tão logo. Na dúvida do novo, abandonamos sonhos, desejos, e continuamos na entediante "zona de conforto". Na dúvida da amizade, roubamos dos outros o direito de mostrarem como são legais. Na dúvida da esperança, desistimos ao mínimo sinal de contracorrente, incerteza, frases negativas. Na dúvida do sofrimento, antecipamos o mesmo para o antes, vivemos o possível durante e rimos do depois. Por que não rir por antecipação? Na dúvida da felicidade, amarramos o sorriso espontâneo, borramos o brilho nos olhos, abafamos o grito de vitória. Na dúvida da morte, transformamos nossos preciosos segundos em um funeral, que terminará sem o fatídico término. Esse nó que criamos João Guimarães Rosa tentou resolver: "O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem." Então abaixo o pensamento covarde, o sentimento avesso, a ação remediadora. Vamos à luta, viventes!

Tiago Francisco Meleiro Zubiolo

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Pensador.com

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Confusão! Dois corpos unidos à distância, Duas mentes separadas pela proximidade,
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Confusão! Dois corpos unidos à distância, Duas mentes separadas pela proximidade, Dois sentimentos “desentimentalizados” por convenção, Duas vidas mantidas pela necessidade. Confusão! Olhares entrelaçados, Rostos ruborizados, Fantasias possíveis, Porém, ações terrenas, sólidas, racionais. Confusão! A masmorra se deliciando com o que há de bonito, O tempo saboreando o que há de mais chato, A espera (in)terminável, o medo tremendo de medo, O destino sendo re-traçado diariamente, aleatório, imprevisível. Confusão! Sim, tem hora para acabar. Talvez hoje, talvez amanhã, talvez no fim dos dias. Mas vai! E aí sobrarão versos inacabados, palavras engolidas a seco, Rosas murchas, corações poupados de palpitações. Opa está clareando... Clareou?!

E se o sentimento for tristeza, seja temporal. Deixe transparecer a escuridão que o assola, Liberte os dragões furiosos cuspindo blasfêmias, bem reais para você,
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E se o sentimento for tristeza, seja temporal. Deixe transparecer a escuridão que o assola, Liberte os dragões furiosos cuspindo blasfêmias, bem reais para você, Troveje, insulte o pôr-do-sol com raios que paralisam o olhar. E por fim, chova, chova muito, se for preciso! E que lágrimas corajosas derramem, Crentes na confiança do solo acolhedor! Solo este, cujos vários tipos te permitem escolhê-lo, Tipo família, tipo amigos, tipo álcool, E o melhor deles, tipo tempo, O seu próprio tempo!