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Frase de Adriana Carvalho Adam

⁠A semiótica, em sua produção de sentidos, de significados, e da criação de uma imagem, que se configura através da análise do observador e do que é observado, nos mostra o quanto a fotografia é uma ferramenta poderosa para a auto percepção do ser humano. Com poderes absurdamente terapêuticos. Enquanto fotógrafos, ajudamos o outro a se descobrir através do nosso olhar. É terapêutico, é sinergético e tem o poder de curar. Se uma imagem se produz no seu cérebro após ver algo, é tudo explicado pela semiótica, esta ciência de todas as formas incríveis da linguagem. Por isso para cada ser humano, o significado de uma imagem produz diferentes percepções. A interpretação de um texto também. Ao fotografar uma mulher que se dedicou uma vida inteira a cuidar do outro, ela me disse, que tinha, certeza, de que não estavam ficando boas as fotos. Era uma externa. Ao pôr do sol. Parei por um instante, mostrei no visor o que eu estava vendo, uma captura que havia acabado de fazer dela. Ela se espantou. Chorou. Me disse, essa sou eu? E nesse momento, nesse exato momento, ela se vendo, ali, crua, sem edição, somente ela ao sol, foi ali, bem ali, que algo mudou, que uma chave virou, para sempre. Ela se ressignificou. Pois se permitiu. A imagem que ela havia formado de si ao longo dos anos, não vinha do olhar dela, e, sim, da falta do olhar do outro que a legitimasse como bela. Como seres sociais que somos, precisamos sim, além do espelho, daquele olhar que acolhe, daquele olhar que não julga, e nos devolve à nossa essência. E ali ela se viu. Solta e bela. Coberta pelo sol e pelo amor. Adriana Adam RP 3694

Adriana Carvalho Adam

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Pensador.com

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Outras frases de Adriana Carvalho Adam

A espantosa semelhança entre o macro e o microcosmo sempre nos leva refletir. Somos pequenos universos, tão perecíveis, supostamente oriundos do macro, ou seria o inverso, infinita e eternamente perplexos, ante tantos mistérios que nos rondam. Que importância nós temos para ess…
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A espantosa semelhança entre o macro e o microcosmo sempre nos leva refletir. Somos pequenos universos, tão perecíveis, supostamente oriundos do macro, ou seria o inverso, infinita e eternamente perplexos, ante tantos mistérios que nos rondam. Que importância nós temos para essa imensidão de energia que pulsa? Somos parte desta energia, dizem. Como? Observo a matéria inerte que apodrece após a morte. E grita o contraste com a manifestação que ali havia, desta matéria, repleta de vida. Havia algo bem mais vivo, ali. Infinitamente mais inexplicável que a carcaça que habitou. Que equação misteriosa é essa, tão difícil de decifrar, que poderia nos fazer ver o que hoje não conseguimos, com esta rudimentar capacidade de entender esse mistério que nos cerca? Melhor mesmo é seguir sem entender. Aceitar o mistério eterno. A resposta deve ser muito óbvia. Bem por isso não a enxergamos... bem por isso contemplamos o céu em eterna interrogação... Ajusto o foco, apenas mais dez cliques pra garantir a captura. E só mais um gole de vinho. Hora de juntar tudo e aterrisar.

Fogo e mente Toda mente precisa de calma Todo fogo precisa de alma
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Fogo e mente Toda mente precisa de calma Todo fogo precisa de alma Toda mente precisa de alma Todo fogo precisa de calma Os rituais em torno de uma fogueira são significativos. Para quem se permite sentir, perceber. Em torno do ato de montar uma fogueira e cuidar do fogo para que não apague, há uma sinergia que evoca a presença do grande espírito, o sagrado em si mesmo de cada um. O som dos tambores no ritmo do coração, nos conecta com o princípio de tudo, com o céu acima da cabeça e a terra abaixo do pés descalços. A dança das labaredas hipnotiza a medida que a madeira queima e libera seu perfume purificador. A mente em sintonia com o fogo, vibra na frequência dessa luz e reconhece o tamanho do seu poder. A consciência se ilumina. Os guerreiros estão de pé. Adriana Carvalho Adam

O que é beleza pra você? Um jeito de olhar Um modo de sentir
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O que é beleza pra você? Um jeito de olhar Um modo de sentir Ou a maneira de pensar... Um salto e um Chandon Aquela música e o luar A cor do edredom Nuance que faz voar O que é belo, afinal Se beleza é simetria E o simétrico é raro Que tal a simpatia? Beleza é no fim A soma do intangível É algo que toca, assim No âmago do invisível... O belo é, um saber multiplicado Saber-se gente, com mais a ouvir Do que tanto a ser falado... (Adriana Carvalho Adam)