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Frase de Alinny de Mello

Geralmente, a maioria das pessoas que estão em um púlpito pregando, são pessoas que se escondem atrás da Bíblia. As que assistem também. É impressionante como a fé, que poderia ser algo tão genuíno, tão transformador, acaba se tornando um escudo, uma máscara para as coisas mais horríveis. As pessoas fingem ser o que não são, e ninguém parece perceber. Fico pensando em quantas vidas são moldadas por palavras que saem de bocas que escondem intenções nada nobres. Eu mesma tenho uma história que me deixa sem palavras quando lembro. Fui quase abusada na adolescência por um presbítero que pregava todo dia na igreja com a Bíblia na mão. A imagem dele, o semblante sério, a autoridade que parecia inquestionável, me perseguem até hoje. É revoltante pensar que alguém que se dizia guardião da palavra de Deus, alguém que todos confiavam, podia ser tão cruel, tão oportunista. E não é que a vida me mostrou que isso não é exceção. Hoje conheço pastores que vivem uma vida infernal, que batem na mulher, que manipulam, que julgam, que destroem, e continuam lá, com a Bíblia na mão, como se nada tivesse acontecido. É de deixar qualquer pessoa abismada. O problema não é que a religião ou a fé existam. O problema é a hipocrisia, a falsidade, a postura de santidade que não se traduz em atos. É fácil pregar sobre amor, perdão e compaixão quando se está cercado de olhares que acreditam na máscara. É muito mais fácil fingir. O púlpito virou palco, e a plateia, cúmplice. As pessoas que deveriam questionar, refletir, se proteger, também acabam se escondendo atrás do mesmo livro sagrado, como se fosse uma proteção contra a verdade incômoda. E eu fico aqui pensando nas marcas invisíveis que isso deixa nas pessoas. Porque quem assiste, quem confia, quem ama, acaba aprendendo que a aparência vale mais que a essência. Que a palavra é importante, mas quem segura a palavra pode ser desonesto, cruel, manipulador. Que o medo de desagradar ou de duvidar é maior do que o medo de se ferir. A fé se transforma em algo confuso, em um jogo de poder, e a cada história como a minha, a cada abuso quase consumado, a cada violência disfarçada de autoridade, eu me pergunto como alguém consegue seguir acreditando sem perder a lucidez. É revoltante, mas também é engraçado se pensar por outro lado. É engraçado como o ser humano consegue usar a religião como uma fantasia, um disfarce para os próprios vícios, para as próprias fraquezas. É quase cômico se não fosse trágico. É como assistir a uma peça de teatro onde todos fingem ser santos enquanto a plateia aplaude sem perceber que está sendo enganada. É um absurdo que se repete, geração após geração, e que deixa marcas invisíveis que às vezes só quem já sofreu consegue ver. E eu rio, às vezes sozinha, do quão contraditório tudo isso é. Rir da tragédia, rir da hipocrisia, rir da plateia que acha que está assistindo a algo divino quando, na verdade, é só uma performance muito bem ensaiada. Rir para não chorar, rir para não enlouquecer, rir para lembrar que a verdade existe, mesmo que ela seja escondida atrás de uma Bíblia e de olhares que fingem virtude. Mas não é só indignação, também é aprendizado. Aprendi a desconfiar, a questionar, a não aceitar máscaras nem nos púlpitos nem em qualquer outro lugar da vida. Aprendi que fé de verdade não se mede pelo que alguém fala ou prega, mas pelo que alguém faz, pelo cuidado que oferece, pela integridade que demonstra mesmo quando ninguém está olhando. Aprendi que o medo de abusos, de manipulações, de pessoas falsas, pode ser enfrentado, e que a indignação pode se transformar em força, em clareza, em liberdade. E assim sigo, abismada, indignada, às vezes rindo, às vezes quase chorando, mas sempre acordada para a realidade. Porque a vida é muito curta para fingir, para se esconder, para aceitar que a santidade é apenas uma máscara. A fé que vale a pena é aquela que não precisa de máscara, que não se esconde atrás de púlpitos, que não destrói quem confia. A fé verdadeira é transparente, humana, justa, e quando existe, é impossível passar despercebida, mesmo em meio a tantos farsantes com a Bíblia na mão.

Alinny de Mello

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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A religião ensina tudo errado. Deus não se vinga de nenhum dos seus filhos pelo outro! Se fosse assim, teria vingado a morte de Abel e matado Caim! Ele ama todos por igual, e jamais faria maldade à nenhum, por mais coração de pedra que tenha. Porém, o livre árbitrio é o mal do mundo! Em todos nós, existe o bem e o mal. O que mais alimentar, esse reinará!! Deus quer sempre nos ver bem. Sempre.

Ontem sonhei que estava em um tipo de abrigo, junto com várias outras pessoas que também precisavam de cuidados. Havia uma indiana chamada Lininus; ela era muito alegre e feliz, e estava com uma criança. Ela me dizia “Deus te abençoe” e me deu um abraço forte. Eu disse a ela que,…
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Ontem sonhei que estava em um tipo de abrigo, junto com várias outras pessoas que também precisavam de cuidados. Havia uma indiana chamada Lininus; ela era muito alegre e feliz, e estava com uma criança. Ela me dizia “Deus te abençoe” e me deu um abraço forte. Eu disse a ela que, se conseguisse algo material na vida, iria procurá-la para ajudar no que fosse possível. Ela riu. Depois, apareceu um rapaz negro. Ele sorriu para mim e orou por mim, segurando o topo da minha cabeça com a mão direita e os olhos fechados. Eu também fechei os meus. Ao final, ele me desejou boa sorte e deu um leve beijo na ponta do meu ombro esquerdo. Em seguida, havia uma menina que conheço. Ela estava diferente da vida real: tinha cortado o cabelo em chanel curto e estava muito, muito feliz ao contar um sonho que teve comigo, para mim e para quem quisesse ouvir. Ela começou dizendo: “Era uma linda flor, e apareceu o espírito…”. Ela gesticulava e ria. Eu vi várias outras pessoas conhecidas ali, naquele lugar. No sonho, eu estava voltando para minha casa após dois meses me recuperando de uma cirurgia. O curioso é que, na vida real, estou na casa da minha sogra, me recuperando de uma cirurgia de três hérnias, uma umbilical e duas inguinais. Hoje, 18 de abril de 2026, faz 1 mês e 13 dias da minha segunda cirurgia. Nesse sonho, acredito que eram guias espirituais zelando por mim, em forma de pessoas que conheço. Eu estava muito feliz e disse a todos que os ajudaria de alguma forma, algum dia na vida. No final, nem deu para ouvir o restante do sonho da Alessandra, porque meu marido entrou no quarto e eu acabei despertando.