Frase de Ricardo Melo .
Poema O ar do meu pulmão não enche balão, Os olhos que eu tenho é de um gavião, Sou de raça mas não sou animal, Planto algodão mas não sei fazer tecido, Sou domador mas não sei a linguagem do cão, Sou da era digital mas não me conformo com o mal, Sou do oceano e não sei velejar, Sou da roça e amo a vida de campo, Sou o oleiro e não faço vasos, Faço contas e detesto a numeração, A morte para mim não é o fim, Vejo fronteiras e não gosto de ser barrado, Do arroz , feijão e carne, Encremento com cebola, alho e sal, Da areia eu faço o vidro, Meu cavalo pula furtado e não sabe correr, O seu troteado é diferente, E a cela é de cetim, Minha almofada não tem esponjas, É macia que até flutua pelo ar, Minhas mãos trabalham e não contém calos, A água que bebo vem das montanhas, Na lua e nas estrelas, Eu sou o astronauta que vaga, No espaço sem fim vivo a sonhar, Deito,durmo e sonho, Acordo e vou trabalhar, Começo tudo de novo, E sigo com o que vem na imaginação No firmamento faço meus borrões, Dou tema sem emblemas e não vejo problemas, Isso tudo é moleza pra mim, Se é nobreza ou proeza eu não sei, Só posso agradecer por tudo que escrevo, Ainda que tentem esse dom me tirar, Não dou esse luxo, Pelo contrário, É com repuxos que finalizo esse poema... Autor:Ricardo Melo. O Poeta que Voa.
No pensador.ai desde