Frase de Abbehusen
O amor começa quando a gente para de mendigar espaço na história dos outros e começa a escrever, com coragem, a nossa própria história.
No pensador.ai desde
O amor começa quando a gente para de mendigar espaço na história dos outros e começa a escrever, com coragem, a nossa própria história.
No pensador.ai desde
A gente vive como se tivesse tempo de sobra. E o tempo… anda de fininho, pregando peça na gente. Poucas coisas nos humanizam tanto quanto o luto. É um choque seco, direto. Um corte na ilusão de que tudo pode esperar, de que dá pra deixar pra amanhã. Porque, quando a perda chega,…
A gente vive como se tivesse tempo de sobra. E o tempo… anda de fininho, pregando peça na gente. Poucas coisas nos humanizam tanto quanto o luto. É um choque seco, direto. Um corte na ilusão de que tudo pode esperar, de que dá pra deixar pra amanhã. Porque, quando a perda chega, de repente, o amanhã que a gente guardava com tanto cuidado… não existe mais. A gente passa a vida fazendo planos como se o calendário fosse o nosso aliado, como se o relógio estivesse do nosso lado. E o luto escancara isso sem delicadeza nenhuma. Perder alguém muda o jeito como a gente enxerga o tempo. Você percebe que ele não era tão longo quanto parecia. Que aquela conversa podia ter acontecido. Que aquele abraço podia ter sido dado. Que aquele café não precisava ter esfriado. É como se o relógio risse da nossa pressa. A gente corre para tudo… menos para o amor, menos para o afeto. E aí, quando não dá mais, a gente entende. Entende tarde. Entende na dor. O luto humaniza porque tira a gente do automático. Ele quebra essa ideia de controle que a gente insiste em ter. Ele lembra que a vida não é um projeto infinito. É uma travessia. Uma viagem. O tempo não avisa quando vai acabar. Mas sempre mostra, do jeito mais duro, que ele nunca foi garantido. Zero garantias.
O tempo é um aristocrata ofendido. Uma vez que se vai, não volta nem para buscar o chapéu. Edgard Abbehusen
A gente negligencia as pessoas porque as confunde com a paisagem, achando que estarão sempre ali, como as árvores na beira da estrada.
Para tudo aquilo que me feriu, o amor me curou. E esse é o meu maior trunfo. Porque o amor renova, resgata. O amor vem de dentro. É abundante. Nós temos todos os sentimentos dentro da gente, é verdade. Podemos sentir ódio e raiva, amor e desejo no mesmo instante, em direção à mes…
Para tudo aquilo que me feriu, o amor me curou. E esse é o meu maior trunfo. Porque o amor renova, resgata. O amor vem de dentro. É abundante. Nós temos todos os sentimentos dentro da gente, é verdade. Podemos sentir ódio e raiva, amor e desejo no mesmo instante, em direção à mesma pessoa. Mas a única coisa que não nos corrói é o amor. O amor nos alimenta e nos transborda. A raiva só nos faz mal. Às vezes, faz ainda pior com quem sente. Por isso, o amor me curou tantas vezes. Da tristeza, do luto, das despedidas inesperadas. Quando eu não tinha nada, me sobrou amar. A vida, um pássaro cantando na janela. A paisagem na estrada. A natureza acontecendo. A minha imagem no espelho. Uma roupa nova. Uma música nova tocando numa playlist aleatória. Uma nova série, um novo hobby, um novo filme. Amar alguém. Um novo sorriso que sorriu pra mim quando eu já nem esperava sorrir de novo. E sorri. E amei de novo. O amor me salva. Todos os dias.