Frase de Valentim Casimiro
Uma longínqua, noite de Natal Certa noite serena, longa e fria Velava firme, atento e vigilante!! Oiço ao fundo da enfermaria Um ruído, estranho Desconcertante. Fiquei apreensivo Sem perceber…? Os doentes dormiam Tranquilamente. Mas ,heis Que junto Ao soalho finalmente! Estranha coisa se movia, Num repente. Pus-me a escutar Bem, de perto O rosto dos doentes Um a um; Verificando, finalmente; Que decerto O ruído, não provinha De nenhum. Esquisito ruído, Qual trama? Os doentes Não me iriam Fazer tal !?… Olhei, Para debaixo da cama E desvendei A patranha Afinal!… Abanei o doente brandamenete Apontando; Perguntei-lhe... -"O que é isto"!? Crispado ,Conivente. Respondeu: È para o chefe!... São dois coelhos, Boroas e chouriço! … Ó seu patife … Dê cá; já isso !!! E puxei…Debruçando-me De joelhos. Pois que, fique Para o chefe A broa e o chouriço Exijo, para mim, O cabaz; Com os dois coelhos. Desculpe! … O Sr. Não tem razão… E não me fale, por favor nesse tom! Porque tenho para Sr. Salame,queijo e leitão E um garrafão licor Que é muito bom Pareces ser bondoso Tens voz amiga!... Serás o Pai Nata l!? … "Ó Que alegria"!.. Bebamos! á tua saúde! ... Desta Geropíga. Que a noite, já vai longa E desperta o dia. Valentim Casimiro
No pensador.ai desde