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Frase de Fernandha Franklin

Nós gastamos tanto tempo com coisas pequenas. E o tempo fica ali naqueles minutos e horas faxinando a casa, decorando a sala com adornos mais exclusivos que a do amigo que chegou de Miami. O tempo fica ali na linha que não entra no buraco da agulha, nos laços de fita francesa das cortinas importadas, nos movimentos das roupas dobradas, passadas, guardadas e separadas por cores. O tempo fica no romance que não morreu, quase nasceu, mas nunca existiu. O tempo fica no espelho enquanto pensamos sobre como causar boa impressão naquele evento, naquele encontro, naquela entrevista. Nós gastamos uma vida inteira se preocupando com coisas pequenas, da maneira errada. As coisas pequenas não são pequenas, apenas estão disfarçadas de irrelevância. É possível que um dos segredos para se viver com mais empatia, mais felicidade e mais amor, seja fazer exatamente todas essas pequenas coisas... mas ao invés de focar em satisfazer os outros olhos, mirar em transbordar nossa própria alma, das ações que realmente queremos conceber. Talvez a vida seja sobre lavar, dobrar, passar, escolher, costurar, guardar e consertar ... o nosso EU, antes que as coisas que eventualmente usamos. (Restauração/ Fernandha Franklin

Fernandha Franklin

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Pensador.com

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Conversa com a chuva (Fernandha Franklin) Fiquei horas e horas ali,
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Conversa com a chuva (Fernandha Franklin) Fiquei horas e horas ali, debaixo daquela marquise esperando a chuva passar. Meu Deus, como eu amo chuva. O pensamento vago é sempre inevitável, assim como é inevitável o cheiro das gotas que tocam o chão. Eu estava ali, mas minha razão não... e quem precisa de razão quando a chuva lava a alma? Um raio me trouxe de volta pra vida real. Olhei no visor do celular. Quinze pras oito da noite, e eu só precisava atravessar um quarteirão e já estaria em casa. Se preferi ficar ali esse tempo todo, era só para observar a chuva de perto, mas sem me envolver. Mas já estava tarde; e agora eu iria me jogar em meio aos pingos constantes, e foi caminhando sem pressa que cheguei em casa. A roupa estava encharcada,a vida estava lavada e agora uma vontade de viver tudo o que planejei me invadia; afinal mais um ano começa a se despedir, e o banho de chuva me trouxe uma enxurrada de lembranças das coisas que prometi à mim mesma e ainda não cumpri. Dos planos que fiz...mal lembro quais eu realmente quis. Das pessoas que me empenhei em conhecer...nenhuma realmente se conhecia. Dos projetos que arquitetei...nenhum saiu do papel. Dos amores que pensei que teria... nenhum poderia ser pausa no meu dia a dia. Da fé que quis fortificar...tropecei mil vezes para tentar levantar. Só dos lugares que desejei conhecer por fim,um deles realizei: o de viajar em mim!! Como pode né? Uma chuva "qualquer" conversar tão bem com a gente?