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Frase de Fábio Silva

O palácio das "noivas". 'Breve conto poético' Numa cidade antiga conhecida como "lugar do coração", Havia sim, um homem imponente, sábio e virtuoso, Chamado também Salomão. Seus pais assim o chamaram, Em homenagem ao grande rei. Porque quando crescesse, diziam seus pais, Ele dirá: grande como ele, também eu serei! O garoto cresceu, e andou por toda a cidade imponente, Garboso, observador e contente. Sempre sorridente, Mostrando com elegância a linda brancura do dente. Observara ele o nobre e extravagante, E sempre se lembrava do Rei Salomão. Pois apesar de tudo, coisas tristes lhe aconteceram, Que serviria para uma grande lição. Então, comparando essas coisas ruins dos nobres e Salomão, Disse: farei a mesma coisa, mas com encantada inversão! Salomão Rei tivera mil mulheres, Que lhe perverteram o coração, Pois eu terei "mil" noivas que me ajudarão a permanecer no caminho da retidão! Vi os nobres de minha cidade, Corromperem-se e casarem-se com a megera luxúria, E o fruto desse nefasto casamento lhes gerou a penúria! Vi que puseram em seu leito a amante inveja, Que sempre deseja o que a ela se supera. Vi em seu leito a paixão desenfreada, Que faz perderem-se os homens de nobreza encantada. Vi o amor ao dinheiro, Que entorpece o coração, E faz com que se cometa os maiores atos de devassidão! Vi a senhora cólera em sua cama, Violentar sua mente. Que lhes deixava sempre desgostosos e com espírito descontente. Observei a mulher mágoa, E a intensa pobreza de alma em que se lhes deixava! Convidaram em seu leito a morte, Acode!!! Porque contra ela, em amarras de pecado, Nunca se pode. Vi acréscimos de núpcias, Dia após dia, Vi a fome insaciável de relacionamento com as volúpias! Vi a maldita traição, Que levava à morte de um irmão. Vi o que foi gerado com o casamento da desregra, Que fazia com que os homens se acabassem numa cela! Vi infanticídio, matricídio, parricídio, Vi o irmão de sangue matando irmão de sangue, Através do fratricídio! Vi homicídio, feminicídio. Vi a desgraça que comete o homicídio! Todos filhos da traição, Que faz as vidas serem ceifadas sem perdão! Daí eu disse: eu não quero isso para minha vida não!!! Casarei com mulheres diferentes, que sempre me deixarão alegre e contente! Mais sorridente, Prudente, Diligente, Inteligente, Sapiente! Relacionar-me-ei com a boa fama, Por que não há um só dentre os homens, Que com ela nunca se encanta! Colocarei em meu leito também a senhora virtude, E montarei um lindo harém cheio de magnitude! Se Salomão teve mil, Mil eu também quero ter, Mas como eu disse em sentido inverso, Para não pôr nada a perder! Quero casar também com a intelectual solidão, Que sempre me faz crescer sozinho, E sair um pouco da multidão! Relacionar-me-ei com a caridade, Que faz os homens casados com ela, Sempre fazerem gestos de piedade. Colocarei em meu leito também a sabedoria, Que a todos os mistérios sempre nos descortina! Que faz o insondável ser sondado, E o importante impenetrável ser com clareza penetrado! Porei em meu leito a fé! Que nos faz acreditar naquilo em que não se pode ver. Com brilhantismo e convicção tal, Que fica mais fácil de perceber! Colocarei em meio leito a prudência. Casarei com a inteligência, Sapiência que nos fazem evitar a DEMÊNCIA. Saciar-me-ei no bom e lícito “bacanal” do permitido! Para que do reino da prosperidade, Eu jamais seja demitido! Deliciar-me-ei do banquete do que a vida pode me dar! E rejeitarei as “prostitutas” da perversão, Que às loucuras levam ao homem, Sem pestanejar! Só colocarei em meu leito noivas virtuosas, Amorosas e que me querem bem, Quanto as outras: NEM VEM QUE NÃO TEM! Quero amar a suavidade, Boa riqueza e prosperidade. Quero a boa fama, A amável sensibilidade. E com ela fazer de tudo na “cama”. Relacionamento com a sensibilidade - Faz a tudo ver com clareza, singeleza, Justeza, nobreza, delicadeza, pureza. Puro desejarei sempre ser, Pois com essas LINDAS “mulheres”, Não haverá como não ser. Essas são noivas para mim mui castas, Puras, santas. Que me fazem saciar-me em mel, Preferir o mel, quando penso em me lambuzar de fel. Como Zeus, que prolongou a noite para deliciar-se com Alcmena em amores, Quero que o rei dos céus prolongue-me os dias com elas, Para que eu não tenha dores. Óh maravilha, Divindades do céu, Concedei-me o que vos peço agora, Para que diante de vós, Eu nunca venha a perder, A intelecção do sábio Aitofel. Aitofel Salomão também conheceu, Pois fora conselheiro de seu pai Davi. Davi significa AMADO, E que sempre amado eu seja óh céu, para TI! 25.10.2015 – 14:35 h

Fábio Silva

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Pensador.com

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⁠Do discurso do orador. Existem obras escritas cujo conteúdo, assemelha-se muito a um discurso de um polido orador. O livro representa o orador. O conteúdo escrito, representa seu discurso. E o leitor, a plateia a quem se dirige o discurso. É com acertado brilhantismo que disse o Poeta: "a minha língua é como a pena de um habilidoso escritor". 🦉

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⁠A Matemática e a Física, são, digamos, ramos teóricos reconhecidamente Científicos e extremamente racionais, sem os quais, seria impossível estudar as leis Astronômicas que regem o Universo. Portanto, os estudos desse fenomenal efeito - a Natureza -, só são possíveis através do uso estrênuo da razão. Todavia, se por detrás de todo esse extraordinário fenômeno natural e assombrosamente organizado, não houve uma Razão na coordenação de tudo, como que se deverá fazer uso da inteligência para estudar efeitos de uma causa meramente irracional, cega, aleatória e espontânea? Se a causa fosse irracional, não haveria a necessidade de se fazer uso da devida inteligência, para se estudar seus efeitos. Em outras palavras: tentar fazer crer que não houve nenhuma Grande e fantástica Inteligência como causa de TUDO, cujos efeitos de tal CAUSA, necessariamente, precisam do uso estrênuo da razão, é, no mínimo, uma perfeita PIADA!!! 🦉