Frase de Wendel Gomes Ferri
Louco amor... Aqui estamos, a reclamar... das feridas abertas, dos caminhos traçados em geral, do passado da frustração que amargou, da lembrança do amor do coração que sofreu e enterneceu do que se emprestou e não se pagou do que se apagou e não mais se acendeu do que maltratou e a Razão irrompeu... E também do respeito, que se esqueceu. do olho que ardeu porque tanto chorou e da carta de amor que não se escreveu da pouca atenção que se dispensou e do pouco carinho que se prometeu e do outro que cedeu e nada cobrou do elo que, então, sem pensar, se rompeu da forma de amor que se conheceu de quem não se explorou e, por isso, se perdeu. De toda tola vontade que não se pesou de toda emoção que esmoreceu da intenção que valeu, mas não importou da mente, que viu, mas por amar, aceitou e do pouco valor que se recebeu e do que se protegeu como prova de amor; do que se mostrou e do que se escondeu do que se constatou, mas nunca se entendeu. Do que um dia foi lindo e até encantou do que sobreviveu ao tempo e a dor do que se notou, do que se burlou do que se viveu e o pensamento marcou. Do amargo sabor do que fez doer e até do prazer que se limitou da mentira infame, que se propagou e do sacrifício que não se aprovou; do que se pediu, do que se negou do que se fará e do que se provocou. Da forma como os olhos passaram a ver do jeito de andar, da intenção de agradar e a da de chegar a ser, o melhor, sem querer, frustração despertar. De todo rancor que se viu nascer de toda a verdade que se ocultou, de todo incômodo que o ciúme causou de toda confiança que não se mereceu do que apareceu e nunca mais se mostrou de toda afeição que se disfarçou do muito, do pouco que se ofereceu. Do conselho amigo que se ignorou do que pereceu e cristalizou do que se aqueceu, do que se esfriou quando um outro levou - um dia, pra si - o que nos pertenceu. Do erro grotesco que se cometeu do que um dia mudou, mas não se desenvolveu do que escapou, do que se amputou do que um dia feriu, do que se fragmentou. De toda idéia, que se cogitou de toda solidão que o tempo deixou de toda certeza que a aflição apagou do enorme vazio que o coração assolou; do que assombrou, do que se inverteu do que não se incrementou; se entregou, faleceu. Do que estagnou e não se comprometeu só, não se orientou: o seu lar esqueceu! Do que o destino reservou a este nosso louco amor que se disperçou e que, conosco, então, pois, morreu...
No pensador.ai desde