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Frase de GinoPedro

⁠Pois é...(Releitura) Sou carne, pele, desejo, fome: plural de nada. Essência do sabor da vida. Sou ardor, sou paixão, e... também sou amor. Simples assim. Sabe quando a gente tá com medo, num sei de quê... fome, num sei de quê... sede, num sei de quê... vontade, num sei de quê... Raiva, num sei de quem... saudade, num sei de quem... irritado, num sei porque... alegre, num sei porque... Quer ir, e num sabe onde... quer voltar, mas num sabe quando... E de repente, como um vento, tudo isso passa, num sei como? Isso é fome...de alguma coisa!!

GinoPedro

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Pensador.com

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⁠Companheirismo A palmeira vai subindo E o angico se entrelaçando
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⁠Companheirismo A palmeira vai subindo E o angico se entrelaçando E assim, os dois abraçados A natureza vai mostrando Que um depende do outro Pois a vida é passageira As diferenças são somadas As igualdades compartilhadas Pra subir não é preciso rasteira no outro que também sonha Temos que aprender juntos o segredo da gentileza Se um cai, o outro despenca É a lei da natureza E o homem vai aprendendo pelo exemplo bem certinho da palmeira de coquinho E do angico sem espinho Gino Pedro - Araçuaí-MG

⁠Relato Tupi Fui guerreiro, no passado da grande "Nação Tupi"
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⁠Relato Tupi Fui guerreiro, no passado da grande "Nação Tupi" Um tronco dos mais fortes na grande terra de Pindorama Não lutei contra a opressão aceitei a dominação Os jesuítas, "homens bons" me ensinaram a rezar Orei a seu Deus e me esqueci dos meus. Eu bebi do aguardente e livrei-me do cauim. Minha lingua esquecí nem sei mais o que é "JACI". Não quero tangas de sapé... quero é terno de cetim. O chão desta terra era sujo botaram sandálias em mim. Meus cocares e colares troquei por um crucifixo pois, com ele sou cristão fora isso...sou pagão! Sei que pago até hoje pelos erros do passado pois, naquele dia lindo quando avistei as caravelas eu devia é ter corrido lá pro meio da floresta reunido o meu o meu povo... e ter conquistado o branco! GINO PEDRO

⁠Agora! Ah, mas eu amo o agora, o que pulsa e não se apaga,
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⁠Agora! Ah, mas eu amo o agora, o que pulsa e não se apaga, a dor que se entrega e acalma mas nunca é sombra vaga. Não busco o que já passou, nem o erro, nem o engano— é o hoje que me deixou com marcas, fio e plano. O ontem é pó no chão, que se varre e se esquece, mas o presente em minha mão é o tempo que me tece. Não voou, nem se perdeu o que hoje sou, que em mim vive. Tudo que foi já morreu, mas o agora é chama ardente, é livre. Gino Pedro

⁠Bailar entre os destroços Somos feitos de pedaços, e não há como negar.
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⁠Bailar entre os destroços Somos feitos de pedaços, e não há como negar. Estamos neste espaço belo, cheios de pessoas raras, mas o mundo? O mundo está em ruínas. Seja aqui, na Palestina, ou na solidão das nossas almas, o peso é difícil de carregar. A arte não ergue paredes, não reconstrói cidades, mas ergue o instante. E isso já basta. Estamos aqui para encontrar um compasso no caos, para dançar entre os destroços sem sufocar na poeira. Cada qual com suas mãos. O médico luta contra o tempo, o professor contra a ignorância, e nós? Nós salvamos o instante, um respiro, um sorriso, uma fagulha que brilha na escuridão de alguém. E isso, meu amigo, já é o bastante. Gino Pedro