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Frase de EdsonRicardoPaiva

Houve um tempo Em que eu quis fazer as coisas certas Pra poder ser visto e aceito Como um bom menino e bom rapaz Eu acreditava que se agisse assim E Deus me visse Ele iria gostar mais de mim A vida foi passando E eu insistia que havia uma boa razão Pra prosseguir sendo um bom homem Sem querer ser melhor em nada Apenas via a cada dia que amanhecesse Como a uma nova oportunidade De fazer o meu melhor Pelo mundo, por Deus, pelos meus irmãos Hoje eu olho pro mundo Olho a vida Olho pra mim mesmo e pra cada manhã Que foi perdida no meu passado Percebo que a gente não precisa Ver a vida como oportunidade de ser bom ou agradar a ninguém Na verdade O mundo não está Prestando a mínima atenção Pois o ato de viver neste mundo Não chega a ser compromisso Contrato ou obrigação E as coisas que eu faço hoje A maneira que faço as coisas Conduzindo meus próprios passos Tem de estar de acordo Unicamente com a minha consciência E a maneira que eu achar a mais certa Quando ninguém estiver me olhando Sem procurar santidade ou atenção Pois ninguém está olhando mesmo Pra nada de certo que a gente fizer Ou deixar de fazer A não ser que faça errado Pra ser apontado, julgado, condenado A solução que encontrei Pra viver esta vida É eu mesmo saber Se presto ou não presto Sem corar branco ou vermelho Diante do espelho Sem jamais e nunca mais me ater ao julgo de ninguém ...de resto Eu deixo este mundo de lado e amém Pois nem a gente e muito menos a vida Tem que ser bom ou ruim Ela é só vida E eu sou apenas alguém Que não vai consertar E nem carregar os pecados do mundo Isso não me dá o direito de piorá-lo E nem obrigação de fazê-lo melhor Mas a tudo de melhor que eu puder fazer Eu o faço pra ficar de bem comigo Sem esperar aplausos do mundo Pois, a bem da verdade Isso é coisa que nunca vem. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva