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Frase de Rene Cadide

A aranha e a borboleta, uma visão infantil Uma aranha subiu um Jequitibá A borboleta voou até lá A aranha, "trabalhadera" Teceu sua teia A borboleta, sonhadora Voou de folha em folha. Veio a chuva forte E a aranha derrubou E a borboleta tomou chuva Sob a folha que pousou Dona aranha jura Que quem chamou a chuva foi a borboleta Diz para a bicharada "Essa aí tem inveja preta!" Rodopiando de lá pra cá convenceu as nuvens de água lançar Só pra minha teia desmanchar E a borboleta, Cheia de etiqueta Voou do Jequitibá Mas antes disse para aranha "Sua teia é linda E muito bem tecida Mas sou uma borboleta É com o vento que teço a vida."

Rene Cadide

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Conversa de Senhora Ôh nêga! O café está na mesa? Já raiou o dia Quero a mesa posta, Quero toda mordomia. Vá nêga! Mexa o doce, Para que de tarde a mesa seja posta à corte. Virá a mulher do prefeito. Virá a do coronel. Quero a toalha engomada Branca feito véu Senão é tronco nêga. Cadê o açúcar? Cadê o melaço? Os seus já cortaram a cana? Mande dar dura nesses escravos! E arrume minha cama. Depois faça quitutes nêga, e leve os restos à senzala, Loucos que falam de liberdade... Vocês vivem melhor que muita majestade. Jovens baderneiros! Querem pregar a abolição. Esbórnia e bagunça nêga. Pregue este botão! Perderam a noção. Quem irá servir o café? Quem vai mexer o tacho? Quem cuida do meu filho? Eu não lavo nem passo. Sinhá (pensa) Não tome como ofensa... Mas filho teu brinca o meu encurva o lombo na cinta. Filho teu estuda... Filho meu luta... Pela comida, Pela água, Pela vida. Mas não sentimos nada... Nem que somos gente. Nem que estamos vivos Nóis não sentimos nada. Haikai A hegemonia que triunfa A minoria que cai.

Juramento Quem nunca acordou inalando ares de despedida?
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Juramento Quem nunca acordou inalando ares de despedida? Desconfio, se disseres que não. Acenar ao longe faz parte desta vida, Atrás dos olhos somos só solidão. Receber a alma e luz, é o primeiro ultimato. Deixar de ser inquilino materno... ... pra ser indivíduo exigem tal ato. Decreto de ser sozinho, solitário eterno. E para preencher nosso conjunto, Procuramos quem faça intersecção. Mas uma hora cada um explora seu próprio mundo... ... voltamos a ser só solidão. Chega a saudade, chega a lembrança... Fica a fotografia e a distância. E acordei com anseio de passado, não me importando com o tempo que leve o futuro. Na amizade não existe ampulheta ou estado... ... o predomínio é do sentimento puro. E quem sabe a solidão... ... não seja o fim de quem ama! Mas só um instante de separação, aguardando a próxima trama. E há anseio de futuro, não existe drama. Amigos para sempre eu juro. E juro, e juro.

A escuridão é imensa e parece impor seu tamanho sobre nossa condição de pequenez. Aproveita-se da nossa insignificância para ganhar profundidade. E toma conta do espaço e o consome. Tanto e tanto que ninguém o vê. E cresce. Alguns tem medo, alguns dormem, outros ficam impacientes…
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A escuridão é imensa e parece impor seu tamanho sobre nossa condição de pequenez. Aproveita-se da nossa insignificância para ganhar profundidade. E toma conta do espaço e o consome. Tanto e tanto que ninguém o vê. E cresce. Alguns tem medo, alguns dormem, outros ficam impacientes. Cadê a luz ? Luciferases que trabalhem !!! Só breu, não tem se quer um vagalume. Só silêncio. O escuro silenciou a cidade. Foi grande a escuridão, não se fez entender apenas agiu e eu não sei nada sobre sua amplitude mas sobre as pequenas coisas talvez eu saiba menos.