Pular para o conteúdo

Frase de Pablo Afonso

⁠Sob controle Alguns me julgam boa, outros má Já eu penso, “por que tanto bafafá?” Sou dona de tudo, tudo mesmo Tenho o universo em minhas mãos O sistema solar para mim é um brinquedo Sol, lua, Terra… controlo tudo do meu jeito, por inteiro Com um simples estalar, faço um movimento estelar, mudo de átomo à estrela, de planeta à poeira Urano? não é capaz de me entreter Júpiter? que tedioso ser Saturno? Eu preciso mesmo dizer? Às vezes penso o que fazer com tanto poder Destruir, criar, viver, matar… para quê, afinal? De nada adianta tamanho potencial se nada para mim é especial Pilar da criação, da destruição, me perco no meu conceito de ser, será que fui criada por Deus, Lúcifer… mas por que meu tédio continua a crescer? Será que quando eles morrerem, quem sobrará será apenas a mão dominante do universo, ou ela também será dizimada e, como todo o resto, dissolvida no verso?

Pablo Afonso

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Pablo Afonso

Cálice Distância quero de ti, ó cálice Eu tenho tanto a dizer
Continuar lendo

Cálice Distância quero de ti, ó cálice Eu tenho tanto a dizer Mas o que posso ouvir é apenas Cálice Não quero um copo Quero poder dizer Não desejo bebidas Apenas não quero ouvir, mais uma vez Cálice A dor que sinto diariamente Me faz querer falar Mas quando busco desabafar Ouço apenas, cálice.

⁠Fragmentos e memórias Numa rua qualquer de uma pequena cidade, existia uma pedra, ela amava a sensação de ser rolada pra lá e pra cá pelos pneus dos carros, se sentia viva e radiante. Mas numa dessas aventuras, ela foi jogada em um rio, um rio tranquilo, onde ela passou anos e…
Continuar lendo

⁠Fragmentos e memórias Numa rua qualquer de uma pequena cidade, existia uma pedra, ela amava a sensação de ser rolada pra lá e pra cá pelos pneus dos carros, se sentia viva e radiante. Mas numa dessas aventuras, ela foi jogada em um rio, um rio tranquilo, onde ela passou anos e anos vendo o movimento dos peixes, sentindo a luz do sol e a corrente da água sobre si. Séculos depois, uma mão desconhecida aparece, pega a pedra e a joga em direção a uma árvore, era um garoto com raiva de seu pai pois ele não tirou o castigo que lhe havia posto, mas aquela sensação era quase nova para a pedra, havia anos que ela não sentia o vento, o calor do sol e a sensação de liberdade. Mas numa dessas jogadas ela cai novamente, agora em outra parte do rio, a pedra estava muito feliz por ter sentido tudo outra vez, mas, pelo fato de ter sofrido erosão da água e os impacto com a árvore ela começa a se quebrar já dentro do rio, porém a pedra perece com alegria, ela sabia que toda aquela sensação teria um preço, então apenas aceita seu fim doloroso, no entanto satisfatório.

Desista: ⁠Sim, exatamente, desista Desista assim como eu desisti
Continuar lendo

Desista: ⁠Sim, exatamente, desista Desista assim como eu desisti Desisti de ficar na zona de conforto Desisti de ser o mesmo a cada dia Desisti do medo da mudança Desisti de não ser melhor Desisti dos maus hábitos Desisti das ideias ruins Desisti das grosserias Desisti de ser um personagem Desisti de temer minha verdadeira personalidade Desisti de ser sedentário Desisti de ser destinatário E me tornei remetente Desisti de não ser o melhor de mim Então, vos digo, desista Desista de não evoluir Persista para progredir E insista para expandir

A desconhecida Todo dia de manhã, ela está lá, a desconhecida Quando vou ao banheiro, ela está lá, a desconhecida
Continuar lendo

A desconhecida Todo dia de manhã, ela está lá, a desconhecida Quando vou ao banheiro, ela está lá, a desconhecida Quando vou tomar café da manhã, ela sempre está presente, a desconhecida Na minha corrida matinal, ela vai junto, a desconhecida Na hora do almoço, com o filme na televisão, ela está ao meu lado no sofá, a desconhecida No lanchinho da tarde, é ela quem me dá as frutas, a desconhecida Na hora da janta, é ela quem prepara, a desconhecida Quando vou dormir, ela está ao meu lado, a desconhecida Eu sei que não a conheço, mas ela me faz tão bem, que para mim, ela não é uma desconhecida.⁠