Frase de José Ricardo
Verso assediado. Calei o inevitável... Repeti meu grito... Reprimindo um poema amputado... Nos enganosos lagos de águas mansas... Joguei anzol pra coletar o peixe sagrado... Quis me alimentar... Mais não tive êxito... Lavei o peso do que não era pecado... Deixei a balança digital da ilusão falar por mim... Ambos os sentidos me encontrei... Sofri... Chorei e sorri... Assediei o verso comprimido... Deixei os odores empregnárem em minh'alma... Espremi a poesia que somente exalava e não me explicava... Dando o real tempo com meu silêncio... Tentei... Insultei o alfabeto adormecido... Me submeti á contração.... Abreviei meu olhar e ressaltei... Indignado... Minha voz ecoou... Dei prazo pra razão.... Escrita fina na moldura do meu pensamento... Pincelei o quadro da minha inspiração... Afoito e descarado... Me revesti de verniz minha imaginação... Me protegi da humildade do tempo... Me conservei... Acordado e produtivo... Matei na mosca... O que planejei... Autor Ricardo Melo. O Poeta que Voa.
No pensador.ai desde