Frase de Bruno Cecim
Qual lobo interior você alimentar (o do bem e o do mal)?: Eu o do Sonho. ✨️🐺🌙
No pensador.ai desde
Qual lobo interior você alimentar (o do bem e o do mal)?: Eu o do Sonho. ✨️🐺🌙
No pensador.ai desde
" O homem e o leme" Um bom timoneiro continua a navegar mesmo com todas as adversidades e tribulações.
Fazemos mal a natureza. Até verificarmos que na verdade fazemos mal nós próprios
ENCANTAMENTO Sou filha das águas azuis do meu rio. Criei-me nas praias do meu Tapajós ouvindo as yaras cantando em surdina seu canto de amor que embriaga, que encanta, lavando os cabelos com a espuma das ondas, seus longos cabelos, tão lisos, tão verdes, da cor da esperança que…
ENCANTAMENTO Sou filha das águas azuis do meu rio. Criei-me nas praias do meu Tapajós ouvindo as yaras cantando em surdina seu canto de amor que embriaga, que encanta, lavando os cabelos com a espuma das ondas, seus longos cabelos, tão lisos, tão verdes, da cor da esperança que a gente acalanta. A hora do sol, deitadas nas pedras seus corpos secavam, enquanto os cabelos, tão lisos, tão longos, as águas levavam, pra lá e pra cá… À noite elas riam e brincavam de roda na areia da praia, à luz do luar, enquanto serena a lua banhava seu rosto redondo nas águas do rio e a gente medrosa do boto encantado fechava-se em casa, tremendo de frio. E foi numa noite de maio bissexto, de águas tão grandes, tocando o assoalho que eu vim a este mundo, por mãos do destino, tão frágil, tão tenra como um mururé. Depois as yaras meu berço embalaram e ensinaram à mamãe suas canções de ninar. A fada madrinha seu nome me deu e velou por meu sono quando eu era criança. Por isso ainda hoje eu escuto seu canto. Uma doce cantiga de amor e esperança. YARA CECIM
O RIO E O MAR Amo a tranquilidade das águas serenas do rio, que descem cantando pro mar. O doce ondulado das calmas maretas que batem na areia sem a machucar. Adoro a cantiga serena da yara em noites prateadas com a luz do luar que me fala à alma, que entorpece o espírito, que n…
O RIO E O MAR Amo a tranquilidade das águas serenas do rio, que descem cantando pro mar. O doce ondulado das calmas maretas que batem na areia sem a machucar. Adoro a cantiga serena da yara em noites prateadas com a luz do luar que me fala à alma, que entorpece o espírito, que não me magoa nem me faz chorar. Amo a placidez das coisas encantadas. As lendas que falam de coisas bonitas, do boto encantado, do uirapuru, da cigarra amiga ao cair da tarde ciciando na folha do pé de caju. Sou rio e não mar. Sou yara e não ninfa. Sou cabocla flor, como dizia meu pai com carinho e amor. Sou musgo da pedra que o vento arrancou jogando no mar e o mar destroçou. YARA CECIM