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Frase de Fernanda Milanez

Poema sem destino. ⁠Eu bem que queria lhe escrever um poema, Um poema belo e bonito em compasso de fonemas. Mas me faltam adensamentos, acrescentos. O pensamento se dissolve, E o sentimento vira fragmento, rebento, As complexidades tomam adensamento. Eu bem que queria lhe escrever um poema, Destes com belas palavras apenas. Destrinchando os acontecimentos, Encobertos de sentimentos crescendos. Deixar a timidez de lado, Pra lhe servir versos esmerados. Eu bem que queria lhe escrever um poema, Falar dos bons momentos, De quando nos conhecemos, Das vezes em que estivemos a sós conversando, Ou dos momentos em que ficava te observando. De como me cativam Suas falas e percepções , Convicções e paixões. Mas também destacar certas deflexões, Como quando me dissestes De que não se importava Com minhas convicções. Quem sabe um dia talvez, eu lhe escreva um poema.

Fernanda Milanez

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Pensador.com

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⁠Não tenha medo da rejeição, tenha medo de mudar tanto sua personalidade e essência
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⁠Não tenha medo da rejeição, tenha medo de mudar tanto sua personalidade e essência para alcançar um outro alguém, de modo que acabe rejeitando a si mesmo.

⁠Não fala mais de amor porque os poetas não amam mais, não tem a palavra,
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⁠Não fala mais de amor porque os poetas não amam mais, não tem a palavra, a força necessária para a leveza da poesia. Não busca nas tardes o conforto triste dos romances, ou das canções que nos embalaram naqueles dias. Deixa que assim seja, o que quer que seja. Não fala mais de amor nesse tempo ríspido, do toque áspero, desse poema que nasce da resistência, e do conflito. Não fala mais de amor, porque as histórias de amor, ferem o coração na insistência de senti-lo. E eu que sinto, todavia não falo de amor, porque não sou poeta, que para falar de amor, é preciso muito mais do que isso.

⁠As férias são um momento crítico da minha solidão. Buscar formas de passar o tempo, a música, a alimentação, exercícios físicos, uma hora tudo cai por terra. Mesmo com meus pais a minha volta me dando apoio, eu sabia que uma hora eu ia ceder de novo.
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⁠As férias são um momento crítico da minha solidão. Buscar formas de passar o tempo, a música, a alimentação, exercícios físicos, uma hora tudo cai por terra. Mesmo com meus pais a minha volta me dando apoio, eu sabia que uma hora eu ia ceder de novo. Quando estou sozinha em meu quarto, tudo começa a ser difícil de enxergar, o coração acelera, a ansiedade toma conta, eu não recebo mensagens, quase não tenho amigos, e os poucos que tenho, as vezes tenho muita dificuldade em manter uma conversa agradável. Eu já sabia que as férias seriam assim. De qualquer forma eu também não gosto de ir a universidade, me sinto vazia da mesma forma, a não ser por ele.. sim, Ele. Eu ainda.. Meus sentimentos estão todos naquela caixa, a esperança aprisionada esperando por sua vez. Com certeza mais uma decepção. Mas antes decepção a não sentir nada, estou certa? Queria alguma razão para viver, o veganismo já não é suficiente para tal. Já não é mais meu objetivo de vida, mas sim uma obrigação. Falta algo como sempre.

⁠Eu estava tão perto. Não é a melhor poesia, eu sei, que escrevo para um garoto Não é a melhor poesia, eu sei, e ele pode nunca ler nada que eu escreva
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⁠Eu estava tão perto. Não é a melhor poesia, eu sei, que escrevo para um garoto Não é a melhor poesia, eu sei, e ele pode nunca ler nada que eu escreva Não sei por que fui deixada de fora do mundo dele, não sei porque ele não pode me esperar Ele parece tão longe quanto estrelas na noite, naquele dia, um pouco mais de tempo, eu vi o vi indo embora, mas não tive coragem de alcança-lo. Eu não sou de longe a melhor garota para ele, eu sei, então por que continuar escrevendo dessa maneira, temos tantas diferenças, nem sei porque eu me apaixonei assim. Eu não estava pensando em desistir, eu sei, hora de parar e encerrar o dia, eu fiz tudo com tanto amor, e já estava preparada para o pior, mas nem ao menos pude entrega-lo o que queria. Parece que eu já escrevi essas mesmas linhas antes, eu sei. Então, por que eu deveria escrevê-las mais uma vez? Não é a melhor poesia, eu sei, e então eu vou largar minha caneta, Não é a melhor poesia, eu sei, e para alguém que nunca mais vou encontrar, provavelmente, e mesmo que o encontrasse, que diferença faria? Pois isso é agora e foi então, minha última esperança se esvaiui, minha caneta eu vou guardar na gaveta, e o presente, bem... Ainda não o sei.