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Frase de Cruz e Souza

Ah! para sempre! para sempre! Agora Não nos separaremos nem um dia... Nunca mais, nunca mais, nesta harmonia Das nossas almas de divina aurora. A voz do céu pode vibrar sonora Ou do Inferno a sinistra sinfonia, Que num fundo de astral melancolia Minh'alma com a tu'alma goza e chora. Para sempre está feito o augusto pacto! Cegos serenos do celeste tacto, Do Sonho envoltas na estrelada rede. E perdidas, perdidas no Infinito As nossas almas, no Clarão bendito, Hão de enfim saciar toda esta sede...

Cruz e Souza

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Cruz e Souza

Não Basta Existir! Cada alma tem seu intimo recato uma estrela perdida, e cada coração em n'uma estrela uma vida.
Ah! plangentes violões dormentes, mornos, Soluços ao luar, choros ao vento... Tristes perfis, os mais vagos contornos,
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Ah! plangentes violões dormentes, mornos, Soluços ao luar, choros ao vento... Tristes perfis, os mais vagos contornos, Bocas murmurejantes de lamento. Noites de além, remotas, que eu recordo, Noites de solidão, noites remotas Que nos azuis da Fantasia bordo, Vou constelando de visões ignotas. Sutis palpitações à luz da lua, Anseio dos momentos mais saudosos, Quando lá choram na deserta rua As cordas vivas dos violões chorosos. (...) Vozes veladas, veludosas vozes, Volúpias dos violões, vozes veladas, Vagam nos velhos vórtices velozes Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Tudo nas cordas dos violões ecoa E vibra e se contorce no ar, convulso... Tudo na noite, tudo clama e voa Sob a febril agitação de um pulso. Que esses violões nevoentos e tristonhos São ilhas de degredo atroz, funéreo, Para onde vão, fatigadas do sonho, Almas que se abismaram no mistério. Sons perdidos, nostálgicos, secretos, Finas, diluídas, vaporosas brumas, Longo desolamento dos inquietos Navios a vagar à flor de espumas.