Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ÁGUAS PROFUNDAS Nas profundezas silenciosas do mar Onde param os oceanos de nada para nada Sem naus de marujos atracados no cais Apodreciam aos pedaços todos os mastros Onde dormiam nas mortas ondas dos abismos Sepulturas de trevas na escuridão dos mares Chamas quentes que gritavam, morriam com dor De um inferno de caos de argila, barro seco, duro Homens desolados, famintos, agonizavam num altar De objetos santos, para um uso talvez profano As trêmulas mãos raspam as débeis cinzas quentes Para não dizer dejetos de um débil corpo ou corpos Morriam de fome, eram devorados, por feras famintas Com gemidos comoventes, de longos gritos desesperados De inglória morte na terra, sovava-se o mal nas profundas águas.
No pensador.ai desde